Hipotireoidismo

6 coisas que você precisa saber sobre o hipotireoidismo

6 coisas que você precisa saber sobre o hipotireoidismo

O hipotireoidismo é uma condição do sistema endócrino que ocorre quando a glândula tireoide não produz quantidade suficiente de hormônios tireoidianos (triiodotironina  e tiroxina). Entre outros sintomas, esse quadro pode desencadear fadiga e ganho de peso, bem como mudanças na frequência cardíaca, pele seca e baixa tolerância ao frio.

Atualmente, mais de 8% da população mundial sofre com hipotireoidismo. No entanto, apesar de ser uma doença relativamente comum, ainda há muito desconhecimento sobre o assunto e suas possíveis complicações.

Para se ter uma ideia,  mais de ¼ dos brasileiros que têm a doença não a tratam ou o fazem de forma inadequada. Sob o mesmo ponto de vista, estudos também apontam que 34% das pessoas diagnosticadas que não realizam nenhum tratamento desconhecem as reais consequências do problema.

Pensando nisso, preparei um texto com as principais informações que você precisa saber sobre tireoide. Vem comigo conferir mais detalhes sobre essa disfunção endócrina.

1.     O hipotireoidismo pode atingir crianças

Nem todos sabem, mas o hipotireoidismo pode afetar crianças. Isso ocorre quando elas nascem sem a tireoide ou porque a glândula não funciona corretamente. Através do teste do pezinho é possível detectar esse problema precocemente para iniciar o tratamento adequado.

2.     O hipotireoidismo pode ter diversas causas

Não existe um único fato causador para o hipotireoidismo. Entre as razões mais frequentes, por exemplo, estão a tireoidite de Hashimoto (doença autoimune), além da retirada cirúrgica da tireoide ou, até mesmo, efeito colateral de tratamento com iodo radioativo. Como já mencionado, o problema também pode ter origem congênita.

3.     A idade é um fator de risco para o hipotireoidismo

Todas as pessoas, independente de idade e sexo, estão expostas a alterações na glândula tireoide, entretanto, o hipotireoidismo é mais comum em mulheres e o risco aumenta à medida que a idade avança. Cerca de 10% das mulheres a partir dos 40 anos e 20% das mulheres acima de 60 anos apresentam distúrbios na tireoide, incluindo a queda na produção dos hormônios tireoidianos.

4.     O tratamento dura a vida inteira

Hipotireoidismo é um quadro crônico, ou seja, requer tratamento durante toda a vida. Ele se baseia na reposição do hormônio que falta na tireoide. Isso é feito por meio da ingestão diária de hormônios tireoidianos produzidos em laboratório. A dosagem deve ser prescrita pelo médico endocrinologista. A automedicação é completamente contraindicada.

5.     É possível levar uma vida saudável, apesar do hipotireoidismo

O paciente que usa a medicação regularmente, na dosagem adequada, seguindo todas as orientações do especialista, consegue, por conseguinte, manter os níveis hormonais dentro dos valores adequados. Com isso, é possível levar uma vida feliz, saudável e normal, mantendo os sintomas sob controle.

6.     O não-tratamento pode acarretar complicações

Já as pessoas que não se tratam devidamente podem sofrer com alguns efeitos colaterais. Dentre eles, podemos listar, por exemplo:

  • redução da performance mental e física;
  • subida de colesterol;
  • aumento do risco de problemas no coração;
  • depressão;
  • desaceleração dos ritmo cardíaco;
  • intestino preso;
  • alterações na memória;
  • cansaço demasiado;
  • baixa energia;
  • dores musculares;
  • queda de cabelo;
  • pele seca;
  • menstruação irregular e etc.

Quer saber mais sobre o hipotireoidismo? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

Posted by Dra. Adriana Pessoa in Todos
Hipotireoidismo: sintomas e tratamento

Hipotireoidismo: sintomas e tratamento

Provavelmente você já ouviu falar em hipotireoidismo, certo? O hipotireoidismo, resumidamente, consiste na queda da produção dos hormônios tireoidianos: T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). Ele é o distúrbio mais frequente na tireoide, uma glândula localizada na região do pescoço.

O formato dessa glândula é similar ao de uma borboleta, com lobos direito e esquerdo separados pelo istmo central.  Ela libera hormônios essenciais a partir do funcionamento orquestrado pela hipófise, importante estrutura cerebral.

Vale ressaltar que o trabalho da tireoide repercute em todo o corpo e costuma interferir no ritmo intestinal, humor, batimentos cardíacos, ciclo menstrual, etc. Quer entender um pouco mais sobre o hipotireoidismo, especialmente os sintomas e os tratamentos possíveis? Leia o artigo completo.

Como ocorre o hipotireoidismo?

O hormônio T3 é naturalmente produzido em menor quantidade pelo organismo. Porém ele é muito potente e extremamente necessário para que os órgãos realizem suas funções adequadamente. Já o T4 é fabricado em maior quantidade, mas sua potência é menor.

Quando o hipotireoidismo ocorre, há uma redução significativa no volume de produção desses hormônios. Acontece uma espécie de pane e a quantidade de T3 e T4 na corrente sanguínea diminui. Isso pode ser desencadeado por fatores como problemas autoimunes. Por exemplo da Tireoidite de Hashimoto, sendo mais comum em mulheres, embora possa atingir ambos os sexos.

Quais são os sintomas?

O hipotireoidismo costuma resultar em manifestações como um leve ganho de peso, retenção líquida e dificuldade para emagrecer. Além disso, quando há um déficit dos hormônios T3 e T4, o bombeamento de sangue diminui, o que pode provocar sintomas cardíacos. Para completar, o intestino tende a ficar mais lento, a pele resseca e o risco de glaucoma aumenta.

É comum que pessoas com hipotireoidismo sofram com sinais como sonolência, cansaço excessivo, alterações no humor, problemas de memória,  unhas fracas, queda de cabelo, mãos e pés gelados, anemia, sensação de frio, redução na libido e colesterol alto.

Como tratar?

O diagnóstico do hipotireoidismo é feito através de detalhado exame clínico, associado a exame de sangue específico para verificar a dosagem de T3 e T4 e a presença de anticorpos específicos (anti Peroxidase  e anti Tireoglogulina) . Se o quadro for confirmado, o tratamento inclui a reposição hormonal com uma versão sintética da tiroxina (T4). No organismo ocorre a conversão em triiodotironina (T3).

Essa reposição deve ser orientada e acompanhada pelo endocrinologista para aumentar a segurança e eficácia do tratamento, sempre considerando o grau de desequilíbrio da glândula tireoide.

Geralmente o tratamento para controlar o hipotireoidismo dura a vida toda, exceto nas formas transitórias da doença (mulheres no pós-parto ou pacientes com hipotireoidismo decorrente de efeito colateral de medicamentos). Nesses casos, a reposição nem sempre é necessária, uma vez que as funções tireoidianas tendem a se normalizar com o passar do tempo ou com a suspensão do medicamento que provocou o desequilíbrio hormonal.

Quer saber mais sobre hipotireoidismo? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter. Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

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