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Quais as principais complicações do excesso de peso?

Quais as principais complicações do excesso de peso?

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS),  excesso de peso  é um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade. A projeção é assustadora: até 2025, haverão mais de 2,3 bilhões de adultos com sobrepeso e 700 milhões de obesos.

Vale lembrar que a obesidade é uma doença séria, caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal, além do peso excessivo. A condição, em si, já é preocupante, mas dificilmente a obesidade vem sozinha. De modo geral, a doença é acompanhada de comorbidades, ou seja, de doenças associadas.

Quer saber quais são as complicações de saúde provocadas pela obesidade? Confira neste artigo.

Comorbidades da obesidade

Complicações cardiovasculares

A obesidade tanto aumenta a predisposição, quanto agrava quadros já estabelecidos de cardiopatias. Algumas complicações cardiovasculares incidentes em obesos são:

  • doença coronária;
  • infarto do miocárdio;
  • angina;
  • acidente vascular cerebral;
  • fibrilação atrial;
  • cor pulmonale;
  • cardiomiopatia dilatada;
  • síndrome da hipoventilação.

Complicações motoras e posturais

Pessoas muito acima do peso são mais propensas a alterações musculoesqueléticas, como hérnias de disco, osteoartrites, problemas de coluna, entre outras condições. Todos elas podem gerar impactos negativos na locomoção, postura e, até mesmo, na autonomia do indivíduo. Os quilos a mais sobrecarregam a estrutura corporal e podem gerar graves prejuízos, comprometendo o bem-estar e qualidade de vida.

Doenças digestivas

O sistema digestivo da pessoa com excesso de peso  também sofre os efeitos negativos. Há maior chance de desenvolver quadros clínicos digestivos, como refluxo gastroesofágico, úlceras, cálculos biliares, esteatose hepática e pancreatite.

Complicações sexuais e reprodutivas

Você sabia que as comorbidades associadas ao excesso de peso  incluem a síndrome dos ovários policísticos, disfunção erétil, alterações no ciclo menstrual, além de infertilidade feminina e masculina? Isso mesmo! O excesso de peso pode afetar a vida sexual e reprodutiva de homens e mulheres.

Complicações psicológicas

Por conta do preconceito e dos padrões de beleza estabelecidos pela sociedade, é comum que indivíduos obesos fiquem vulneráveis emocionalmente, o que os torna mais suscetíveis a complicações psicológicas, como, por exemplo, distorção de imagem, transtornos alimentares,  baixa autoestima, ansiedade generalizada e depressão.

Complicações hormonais e metabólicas

O excesso de peso mexe com o corpo por completo, podendo impactar, por exemplo, nas reações celulares e na produção hormonal. Indivíduos obesos apresentam maior risco de desenvolverem a síndrome metabólica e resistência à insulina, que pode causar diabetes. Além disso, a obesidade favorece a ocorrência de alterações nas funções tireoidianas.

Outras complicações causadas pela obesidade

A lista de complicações relacionadas à obesidade é grande. Acrescenta-se à extensa lista as seguintes doenças associadas:

  • apneia do sono;
  • diabetes tipo 2;
  • asma e outras dificuldades respiratórias;
  • incontinência urinária;
  • veias varicosas (varizes;
  • hemorroidas;
  • estigmatização social.

Para diminuir o risco de complicações, a pessoa com obesidade deve fazer o acompanhamento regular e multidisciplinar com endocrinologistas, nutricionistas, cardiologistas, preparadores físicos, etc. O ideal é que o indivíduo adote um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, prática de exercícios e abstenção de hábitos prejudiciais, como  o tabagismo e alcoolismo.

Quer saber um pouco mais sobre obesidade? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

Posted by Dra. Adriana Pessoa in Todos
Por que ocorre o excesso de colesterol no nosso organismo?

Por que ocorre o excesso de colesterol no nosso organismo?

Você sabia que 4 em cada 10 brasileiros adultos tem taxa de colesterol elevada? Isso significa que cerca de 40% da população brasileira apresenta essa condição. Desta forma, correndo maior risco de desenvolvimento de quadros graves de saúde. Esses problemas incluem alterações no fluxo sanguíneo, insuficiência cardíaca, aterosclerose, infarto e hipertensão.

Ao contrário do que muitos pensam, a alimentação gordurosa não é a única causa de hipercolesterolemia. O aumento do colesterol pode ocorrer por diferentes razões. Confira, a seguir, quais são os possíveis fatores para a elevação da substância.

Como identificar o colesterol alto?

Primeiramente, antes de explicarmos como ocorre o excesso de colesterol no organismo, é necessário esclarecer informações importantes sobre a descoberta do quadro. A hipercolesterolemia, ou simplesmente colesterol alto, é um problema assintomático, o que pode dificultar seu diagnóstico. A única forma segura de confirmar a doença é a realização de um lipidograma. Este é o exame de sangue que possibilita a avaliação das frações de colesterol.

A princípio, cumpre ressaltar que colesterol é um tipo de gordura importante para o bom funcionamento do corpo. Ele é formado por frações (LDL, HDL e VDL). HDL é o chamado colesterol bom, que remove as moléculas de gordura e protege o coração, enquanto o LDL é o mau colesterol, já que se deposita com facilidade nas paredes dos vasos sanguíneos. Sendo assim, os resultados do lipidograma são preocupantes quando o LDL é muito alto, ou quando o HDL é muito baixo.

Quais são as causas mais comuns do colesterol alto?

A condição pode ser resultante de uma alimentação rica em gordura e açúcar, bem como de maus hábitos de vida, como o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. Da mesma forma, o diabetes descompensado, cirrose, alterações na tireoide, insuficiência renal, uso de anabolizantes, porfíria e histórico familiar são outros fatores para o desenvolvimento do quadro.

Inclusive, o histórico familiar merece atenção especial no controle do hipercolesterolemia familiar (HF), o colesterol alto que se origina na família. Trata-se de uma doença séria, responsável por até 10% dos casos de problemas cardiovasculares graves em pacientes abaixo dos 50 anos.

A HF atinge 1 em cada 250 pessoas e, na família, a incidência é de 1 em cada 2 indivíduos. O mais preocupante é que menos de 1% dos casos são diagnosticados e tratados adequadamente.

E os fatores de risco, quais são?

Alguns fatores podem aumentar a propensão ao quadro de colesterol alto, entre eles vale citar o sedentarismo, a obesidade e aspectos genéticos. Quem apresenta qualquer um desses fatores predisponentes deve adotar cuidados, como:

  • manter uma alimentação saudável e balanceada;
  • praticar atividades físicas;
  • evitar o fumo e o excesso de álcool.

Por fim, uma última medida, não menos importante, consiste em fazer o devido acompanhamento médico em caráter preventivo. Não espere que o colesterol alto seja diagnosticado para começar a cuidar da sua saúde. Faça seu controle!

Quer saber um pouco mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter. Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

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Dicas para prevenir a obesidade em crianças

Dicas para prevenir a obesidade em crianças

A Organização Mundial de Saúde (OMS) entende a obesidade como um problema mundial, uma vez que ela atinge cerca de 1,7 bilhão de pessoas. Crianças e adolescentes também estão inseridas nesse contexto. Um estudo publicado pela revista científica The Lancet, mostrou que o excesso de peso em crianças disparou em menos de 50 anos. No Brasil, uma em cada três crianças com idade entre cinco e nove anos estão com o peso acima do recomendado, segundo pesquisa realizada pelo IBGE. 

Um alerta divulgado pela FMO estimou que se não houver uma conscientização e uma mudança de hábitos, em menos de dez anos, a obesidade irá atingir mais de 11 milhões de crianças no Brasil. Acredita-se que uma criança obesa tenha 80% de chances de se tornar um adulto obeso. Esse dado é preocupante, visto que o excesso de peso está associado a diversas doenças crônicas como diabetes e hipertensão. Essas patologias acometem cada vez mais crianças. Por isso, é tão importante combater e prevenir o ganho de peso desde a infância. 

Como prevenir a obesidade em crianças

Hábitos alimentares

Criar bons hábitos alimentares desde a primeira infância é essencial. Entretanto, a alimentação saudável deve ser um componente que atinge todo o ambiente familiar, não apenas a criança. É por isso que, muitas vezes, a reeducação alimentar é indicada para todos os integrantes da casa. 

Fique atento às dicas que podem ajudar na alimentação do seu filho:

  1. Comer à mesa com a TV desligada;
  2. Controlar a quantidade de alimento ao invés de proibi-lo;
  3. Ter uma rotina alimentar com horários pré-definidos: cinco ou seis refeições com intervalos de três horas;
  4. Ingerir mais comida caseira e menos comida industrializada;
  5. Ter mais alimentos frescos à disposição, como frutas lavadas e cortadas, chás, água e sucos naturais;
  6. Evitar que a casa tenha produtos industrializados e ultraprocessados, como biscoitos recheados, doces em excesso, sucos de caixinha e alimentos congelados, entre outros;
  7. Diminuir a ingestão de líquidos durante a refeição;
  8. Evitar frituras e alimentos gordurosos;
  9. Evitar refrigerantes;
  10. Estimular a criança a beber mais água.

Atividade física

A tecnologia e outros fatores sociais, como a violência, possuem um impacto muito grande no estilo de vida. Esses fatores mudaram a forma como as crianças brincam, se movimentam e se entretém. O uso de aparelhos eletrônicos como forma principal de diversão, faz com que as crianças fiquem mais dentro de casa e tenham uma vida mais sedentária. Por isso:

  1. Incentive brincadeiras que movimentam o corpo;
  2. Faça caminhadas em família, preferencialmente, ao ar livre. Crianças aprendem pelo exemplo;
  3. Delimite o tempo de televisão, internet e aparelhos eletrônicos. Os efeitos do uso de telas por crianças podem ser muito perigosos.

O excesso de peso deve ser encarado pelos pais como um problema grave. Pois, em um curto prazo, pode desencadear diversos problemas. Dentre eles, podemos citar:

  • a puberdade precoce;
  • asma;
  • apneia do sono; 
  • acúmulo de gordura no fígado;
  • dermatites e assaduras;
  • enxaqueca;
  • depressão;
  • baixa autoestima;
  • colesterol alto;
  • pedras na vesícula;
  • trombose;
  • derrame;
  • e diversas outras patologias que estão relacionadas ao excesso de gordura no organismo. 

É importante lembrar que a obesidade não está ligada apenas à alimentação ou à falta de atividade física. Ela está associada, também, a distúrbios emocionais, como ansiedade e depressão, e a fatores genéticos, que alteram não só o apetite e o gasto energético, como também a forma que o organismo processa os nutrientes. 

Investigar o que está causando o ganho de peso na criança é importante para que o tratamento seja efetivo. Em muitos casos, inclusive, recomenda-se um tratamento multidisciplinar, composto também por nutrólogos, nutricionistas e profissionais de saúde física e mental.  

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Tireoidite de Hashimoto: o que é e qual o tratamento

Tireoidite de Hashimoto: o que é e qual o tratamento

A tireoidite de Hashimoto é uma doença que provoca uma inflamação da glândula da tireoide. Por ser uma patologia autoimune, o sistema imunológico fabrica anticorpos que atacam e destroem as células da tireoide. Antes de provocar o hipotireoidismo e prejudicar a produção dos hormônios T3 e T4, esse tipo de tireoidite causa uma condição de hipertireoidismo. 

Sintomas de tireoidite de Hashimoto

Por ter uma evolução lenta, os sintomas da tireoidite são percebidos apenas quando o hipotireoidismo se instala. Por isso, o paciente tem:

  • Baixa frequência cardíaca;
  • Cabelos e unhas fracas e quebradiças;
  • Cansaço excessivo;
  • Depressão;
  • Diminuição do apetite;
  • Dores musculares e nas articulações;
  • Ganho de peso;
  • Inchaço na parte frontal do pescoço, onde se localiza a tireoide;
  • Intolerância ao frio;
  • Pele seca, fria e pálida;
  • Prisão de ventre.

Fatores de risco da tireoidite de Hashimoto

Qualquer pessoa está suscetível ao desenvolvimento da doença de Hashimoto. Entretanto, alguns fatores tornam alguns perfis mais propensos. São eles:

  • Mulheres: pessoas do sexo feminino têm mais predisposição para essa patologia.
  • Doença autoimune: pessoas que já possuem doença autoimune também estão predispostas a desenvolver esse tipo de tireoidite.
  • Genética: quando há histórico familiar de casos de hipotireoidismo, hipertireoidismo e também de outras doenças autoimunes, como lúpus.
  • Idade: apesar de não haver uma idade que determine o seu surgimento, é comum que essa tireoidite apareça à medida que a pessoa for envelhecendo.
  • Radiação: pessoas que já passaram por exposição à radiação, seja ela para tratamento de doenças anteriores, por motivos trabalhistas ou por algum desastre ambiental, também estão mais propensas a desenvolver a doença de Hashimoto.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da doença de Hashimoto é realizado não só com base no relato dos pacientes. Para a comprovação, é realizado exames de sangue, que avaliam se a glândula está produzindo a quantidade ideal de hormônios. Além disso, no exame, o médico endocrinologista analisa a quantidade dos hormônios T3, T4 e TSH e também a dosagem de Anti-TPO e anti-tireoglobulina. Outro exame solicitado é o de imagem, em que é possível verificar se a glândula está inflamada, comparando se o tamanho e o formato da tireoide encontram-se dentro dos padrões ou se há alguma alteração.  

A suplementação hormonal é a base do tratamento para a doença de Hashimoto.  O medicamento age, portanto, para suprir a produção de hormônio que o organismo não está produzindo, equilibrando os seus níveis. Por se tratar de uma doença autoimune, o tratamento é contínuo. 

O acompanhamento médico torna-se necessário para que a quantidade de hormônio seja ajustada e controlada de acordo com a produção hormonal que a glândula da tireoide do paciente ainda exerce. Por isso, o médico poderá solicitar exames periodicamente para verificar se a dosagem do medicamento está cumprindo suas funções ou é necessário algum ajuste de dosagem.

O hipotireoidismo provocado pela doença de Hashimoto pode causar complicações e provocar problemas cardíacos e psicológicos, desordens neurológicas, gastrointestinais, metabólicas e renais, bócio, mixedema, infertilidade, glaucoma, entre outros.

Se tratada corretamente, a tireoidite de Hashimoto não provoca grandes alterações na vida do paciente. Mas, para isso, é preciso que a pessoa seja disciplinada quanto ao uso do medicamento, siga as recomendações médicas e faça o acompanhamento periódico. 

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Qual a função do colesterol no nosso corpo?

Qual a função do colesterol no nosso corpo?

É comum associar o colesterol a problemas na corrente sanguínea e doenças cardiovasculares. Mas antes de chegar a essas situações, ele é fundamental para o funcionamento do corpo. Além de desempenhar importante função nas células.

Todo ser humano possui colesterol em seu organismo, proveniente do fígado ou dos alimentos ingeridos. Ele está presente em todas as células do corpo, que são envolvidas por uma camada dessa lipoproteína, facilitando a entrada e a saída de substâncias. 

Esse componente da membrana celular atua no funcionamento do cérebro, na digestão, na produção dos hormônios sexuais, como o testosterona e o estrógeno. Auxilia também a produção de vitamina D e do cortisol.

A associação com algo que faz mal ao corpo e causa problemas de saúde, porém, se dá pelo excesso dele no corpo.

Tipos de colesterol

Popularmente, existem dois tipos da lipoproteína, conhecidos como “colesterol ruim” e “colesterol bom”. Oficialmente, eles são chamados de LDL e HDL, respectivamente, e se diferem apenas quanto às proteínas que realizam o seu transporte pelo sangue.

O LDL (low density lipoprotein ou lipoproteína de baixa densidade) é o “ruim”. É importante saber que ele é transportado pelo sangue para todos os tecidos do corpo, sendo utilizado pela célula na síntese de suas membranas celulares. 

Quando há excesso, ocorre interferência nesse transporte, causando redução na captação do LDL pelas células. Consequentemente, há aumento na sua concentração. Em altas concentrações na corrente sanguínea, o LDL começa a se depositar na parede dos vasos sanguíneos. Com o tempo, pode entupi-los ou formar trombos – o que pode levar ao infarto e ao acidente vascular cerebral.

Já o HDL (high density lipoprotein ou lipoproteína de alta densidade) é considerado o “bom”, por ter sempre função benéfica. Ele capta a substância que está em excesso no sangue, encaminhando-a para o fígado, que o elimina na bile na forma natural ou na forma de sais biliares.

 

Alimentação pode aumentar o colesterol

Além do que o próprio organismo produz, a substância chega até a corrente sanguínea pelo consumo de alimentos15 de origem animal, como carnes, leite, ovos, etc. Uma dieta rica com esses alimentos contribui para que a concentração da substância se eleve, originando vários problemas de saúde.

O que ocorre geralmente é que sua alta concentração não provoca nenhum tipo de sintoma. Por ser silencioso, a obstrução total de vasos ou artérias pode ocorrer repentinamente e causar problemas graves.

Para continuar desempenhando um bom funcionamento no nosso organismo, ele precisa estar equilibrado entre as quantidades de LDL e HDL. 

Por isso, é necessário manter uma rotina de hábitos saudáveis, com dieta balanceada. Atividade física também ajuda a manter a saúde em dia e o colesterol em um bom nível. De preferência, inclua em sua rotina exercícios aeróbicos, como andar, correr, pedalar, nadar, porque proporcionam o aumento da captação de oxigênio pelo organismo.  

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Tumores da hipófise: sintomas e tratamentos

Tumores da hipófise: sintomas e tratamentos

A hipófise, também chamada de pituitária, é considerada a principal glândula do corpo humano e está localizada na base do cérebro. A sua principal função é regular as outras glândulas do corpo, como a adrenal, a tireoide, os testículos e os ovários. Chamamos de tumor de hipófise quando há um aumento excessivo de tecido e células dentro da hipófise.

As causas para o aparecimento do tumor da hipófise são desconhecidas, mas sabe-se que em uma pequena porcentagem de pacientes ele aparece devido a histórico familiar.

Tipos de tumores da hipófise

Os tumores da hipófise podem ser de dois tipos: adenoma ou craniofaringioma. O mais frequente são os adenomas, tumores benignos que não se espalham pelo organismo. Em alguns casos essas mutações podem ser transmitidas hereditariamente, dos pais para os filhos.

Com menor incidência, o craniofaringioma se origina dos restos embrionários das células que deram origem à glândula.  Normalmente se trata de um tumor congênito presente desde o nascimento, mas que pode se desenvolver lentamente até a idade adulta. Os craniofaringiomas são geralmente benignos, porém podem causar sintomas pelo crescimento do tumor e consequente compressão de estruturas adjacentes.

Sintomas do tumor da hipófise

Por controlar outras glândulas do corpo a produzir seus hormônios, quando surge um tumor nessa região, vários sintomas podem estar presentes, como alterações na tireoide, infertilidade ou aumento da pressão, por exemplo. Normalmente, os sintomas estão relacionados aos hormônios afetados.

Se houver alteração na prolactina, por exemplo, pode causar diminuição da libido e alterações menstruais. Alterações no hormônio do crescimento podem gerar dores articulares, crescimento dos pés e das mãos e diabetes.

O diagnóstico de tumor na hipófise é feito com base nos sintomas e por meio de exames de sangue e exames de imagem como ressonância magnética ou tomografia computadorizada, em alguns casos, o médico pode solicitar uma biópsia.

Tratamentos tumor da hipófise

O tratamento para um tumor da hipófise depende do tipo de tumor, do tamanho e do seu crescimento no cérebro. Eles podem ser tratados com medicamentos, radioterapia, cirurgia ou com a combinação de tratamentos. A indicação dependerá de outros fatores como idade do paciente, saúde e estilo de vida.

Normalmente, a cirurgia é indicada para os casos de tumores grandes, com compressão de estruturas vizinhas. Existem dois tipos de cirurgias, a transesfenoidal e a cirurgia por via transcraniana. A primeira opção é a mais utilizada e é feita com uma incisão dentro do nariz, com anestesia geral. A cirurgia por via transcraniana é feita diretamente no crânio, com um corte lateral ou superior da calota craniana. A cirurgia é realizada com anestesia geral.

A escolha e acompanhamento do tratamento deve ser feito pelo neurologista e endocrinologista, com exames que devem ser realizados regularmente.

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5 disfunções endócrinas que podem levar à obesidade

5 disfunções endócrinas que podem levar à obesidade

A obesidade, problema que atinge mais de 2 bilhões de pessoas no mundo, tem entre suas causas a má alimentação, aliada a uma vida sedentária. Entretanto, outra possível causa para a doença é a disfunção endócrina.

O sistema endócrino é responsável pela produção de hormônios. Eles são secretados no sangue e vão regular diferentes células e tecidos do organismo. 

As principais glândulas endócrinas são hipófise, tireoide, paratireoide, pâncreas, suprarrenal, ovários e testículos. A disfunção de uma delas pode comprometer toda nossa saúde levando, inclusive, ao sobrepeso. 

Abaixo estão listadas algumas disfunções endócrinas que podem levar à obesidade

Hipotireoidismo

É uma doença do sistema endócrino em que a glândula tireoide não produz hormônios em quantidade suficiente, deixando o metabolismo muito lento e dificultando a tarefa de gastar calorias. Os sinais e sintomas mais comuns de hipotireoidismo são inchaço, principalmente nas pernas e nos olhos, dor de cabeça, pele seca, constipação, sensação de frio, depressão, sonolência e pressão alta.

Síndrome de Cushing

Essa síndrome faz com que o corpo produza cortisol (hormônio do estresse)  em excesso, devido a um problema na hipófise ou na suprarrenal. Os sinais e sintomas desse problema são bem típicos: face arredondada e obesidade do tronco, em contraponto a pernas e braços finos. 

Síndromes hipotalâmicas

Problemas no hipotálamo, região do cérebro que produz hormônios essenciais para o corpo, podem levar ao excesso de peso e gordura corporal. O hipotálamo manda o estímulo à hipófise, que estimula outras glândulas, como ovários e testículos, por exemplo. Por isso que, quando o hipotálamo e/ou a hipófise falham, os outros hormônios ficam desregulados.

Diabetes

Diabetes é uma doença causada pela falta ou mal funcionamento da insulina. Ela é responsável por estocar glicose dentro das células, que utilizarão esse carboidrato como fonte de energia para a realização de suas funções vitais. Com o excesso dessa substância, mais glicose é estocada e se transforma em tecido gorduroso, processo chamado de lipogênese.

Síndrome dos Ovários Policísticos

Nesta síndrome, as mulheres apresentam aumento na produção de hormônios androgênios e elevação dos níveis de insulina, aumentando o risco de diabetes. A grande maioria das pacientes apresenta sobrepeso ou uma grande dificuldade de manter o peso ideal. 

Outro problema ligado ao sistema endócrino e que pode levar à obesidade

Pessoas que sofrem de insônia produzem menores quantidades de leptina – hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade. Isso mostra o quanto o sono está relacionado aos fatores preventivos do excesso de gordura corporal.

Durante o sono, os níveis de leptina aumentam, sinalizando que temos energia suficiente para o momento. Na privação do sono, os níveis de leptina diminuem resultando no aumento da fome e no armazenamento das calorias ingeridas

É preciso lembrar que a obesidade é uma doença e que precisa haver tratamento específico. Ele pode envolver medicamentos e, obrigatoriamente, mudança no estilo de vida, com dieta e exercícios.

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Mitos e verdades sobre alimentação saudável

Mitos e verdades sobre alimentação saudável

Ter uma alimentação saudável, consumir alimentos orgânicos, comer um tipo de carboidrato por refeição, evitar qualquer tipo de gordura, variar o cardápio… São tantas recomendações para se ter uma boa alimentação, que, às vezes, é difícil saber o que realmente faz bem ou faz mal.

Por isso, separei alguns mitos e verdades da alimentação saudável para ajudá-los no dia a dia. Vamos conferir?

Fatos sobre alimentação saudável

É imprescindível comer de três em três horas.

Mito. O nosso organismo não é um relógio. O importante é fazer lanches entre as refeições principais, não comer sem fome e pensar na qualidade da alimentação como um todo. 

Comer carboidrato à noite engorda.

Mito. Tudo depende do metabolismo da pessoa. Como dito anteriormente, o importante é não ficar com fome, principalmente à noite. A fome pode prejudicar não só o seu organismo como também o seu sono, que pode ficar mais agitado devido à fome. Carboidrato não é o vilão. Excesso de carboidrato, sim.

Alimentos orgânicos são mais saudáveis.

Mito. Os alimentos orgânicos são menos expostos a agrotóxicos, o que não quer dizer que possuem mais nutrientes que os não-orgânicos.

Nem toda gordura faz mal para o corpo.

Verdade. Alguns tipos de gordura são importantes para uma alimentação saudável, como amêndoas e abacates. Além disso, as gorduras contidas em alguns alimentos naturais reduzem os riscos de doenças do coração e infarto. A dica é saber qual a gordura deve ser cortada da dieta.

Ovo é o segundo alimento mais completo que existe.

Verdade. O ovo é o segundo alimento mais completo que existe, perdendo apenas para o leite materno. Apesar de realmente possuir alto teor de colesterol, menos da metade dele é absorvido no organismo. Além disso, o ovo contém uma substância chamada lecitina que impede a absorção do colesterol ruim (LDL) e levemente aumenta o bom (HDL).

Ele é rico em vitaminas, nutrientes, antioxidantes (luteína e zeaxantina) e proteínas de alto valor biológico, promovendo saciedade, o que faz diminuir a fome.

Glúten engorda.

Mito. Não é o glúten em si que engorda, mas o alto consumo de produtos que o contêm. 

A granola nem sempre é um aliado da dieta.

Verdade. Apesar de conter aveia, frutas secas e amêndoas, ela possui grandes quantidades de açúcar. Na maioria das vezes, é mais indicado consumir os ingredientes separadamente.

Barra de cereal não é um lanche saudável.

Verdade. Embora as amêndoas e frutas secas façam parte de uma alimentação saudável, as barrinhas de cereal possuem corantes artificiais e outros ingredientes não saudáveis. O melhor é consumir as amêndoas e frutas secas sem incrementos.

Café faz mal.

Mito. O café contém grandes quantidades de antioxidantes, previne o desenvolvimento de diabetes do tipo 2, além de doenças degenerativas, como Parkinson e Alzheimer. O que faz mal é consumir a bebida em excesso.

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Conheça os principais sintomas da menopausa

Conheça os principais sintomas da menopausa

Menopausa é o nome dado à última menstruação, que ocorre, em geral, entre os 45 e os 55 anos, devido à interrupção da produção dos hormônios femininos pelos ovários. Quando ocorre por volta dos 40 anos, é chamada de menopausa precoce ou prematura.

É importante ressaltar que a principal característica da menopausa é a parada da menstruação. Por isso, ela não deve ser confundida com o climatério, que é o período de transição do período reprodutivo, ou fértil, para o não reprodutivo na vida da mulher. Dessa forma, a menopausa é um fato que ocorre durante o climatério. No climatério há uma diminuição das funções ovarianas, fazendo com que os ciclos menstruais se tornem irregulares, até cessarem por completo.

O diagnóstico da menopausa só pode ser feito depois que a mulher passou doze meses sem menstruar. Já o diagnóstico do climatério pode ser feito com base nos sintomas, exame clínico e alguns exames laboratoriais de sangue. 

Sintomas da menopausa

A maioria das mulheres começam a apresentar os sintomas da menopausa já no início do climatério, que aumentam com a diminuição progressiva das concentrações de hormônios femininos.

Entre os principais sintomas da menopausa estão:

  • Sintomas vasomotores: mais conhecidos como ondas de calor ou fogachos, ele causa momentos súbitos de sensação de calor no rosto, pescoço e parte superior do tronco, que podem vir acompanhados de sudorese, palpitações cardíacas, vertigens e fadiga muscular. Esse sintoma atinge 80% das mulheres na menopausa;
  • Síndrome geniturinária (SGM): caracterizado por alterações na vulva, vagina, uretra e bexiga, ressecamento vaginal, dor à penetração e diminuição da libido;
  • Irregularidades no ciclo menstrual: irregularidades dos ciclos menstruais e na quantidade de fluxo sanguíneo;
  • Alterações no corpo: é possível que a falta do hormônio cause a diminuição do brilho da pele, deixe as unhas mais quebradiças e favoreça a concentração de gordura na barriga;
  • Sintomas urogenitais: algumas mulheres relatam dificuldade para esvaziar a bexiga, dor para urinar, incontinência urinária e infecções frequentes;
  • Irritabilidade ou depressão: o estrogênio está associado a sentimentos de bem-estar e autoestima. Sua diminuição no organismo pode levar ao aumento de momentos de irritabilidade, choro descontrolado, depressão, distúrbios de ansiedade, perda de memória e insônia;
  • Osteoporose: devido à ausência de estrogênio, após a menopausa, a mulher pode sofrer de osteoporose, doença que causa enfraquecimento ósseo;
  • Risco aumentado de doenças cardiovasculares: a doença coronariana é a principal causa de morte depois da menopausa.

Tratamentos para a menopausa

O principal tratamento para a menopausa é a terapia hormonal. Esta consiste na reposição dos hormônios estrogênio e progesterona por meio de medicamentos. Seu principal objetivo é melhorar a qualidade de vida da mulher. Porém, existem contraindicações que devem ser avaliadas, tais como o risco de doenças cardiovasculares, trombose, câncer de mama e de endométrio, distúrbios hepáticos e sangramento vaginal de origem desconhecida.

Por isso, é importante conversar com o seu médico. Sendo essencial avaliar os aspectos positivos e negativos, de acordo com o seu quadro. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa. Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

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Qual melhor tipo de dieta para o paciente com diabetes tipo 2?

Qual melhor tipo de dieta para o paciente com diabetes tipo 2?

Relacionada principalmente ao sobrepeso, ao sedentarismo e aos hábitos alimentares inadequados, a diabetes tipo 2 pode ser tratada com uma alimentação saudável, aliada à prática de atividades físicas.

Essa troca de hábitos pode ser difícil no início, pela mudança nos tipos de alimentos a serem consumidos, considerando ser uma dieta específica para diabéticos, ou seja, pobre em açúcares e carboidratos.

Neste artigo, você vai saber quais alimentos introduzir nessa dieta. Confira!

O que comer

A melhor dieta a se seguir é a que privilegia alimentos que ajudem a regular os níveis glicêmicos. Entre os eles estão: 

  • vegetais, verduras e frutas, exceto os muito ricos em açúcares;
  • grãos integrais, como arroz e cereal integral;
  • azeite extravirgem;
  • peixes ou alimentos ricos em ômega 3;
  • alimentos ricos em fibra;
  • alimentos ricos em antioxidantes;
  • alecrim e orégano;
  • canela e açafrão;
  • leguminosas e tubérculos em quantidades moderadas;
  • adoçantes não calóricos — com moderação; 
  • leite desnatado e queijo branco;
  • água mineral e bebidas sem açúcar.

Dieta mediterrânea recomendada para diabetes tipo 2

Entre as opções de alimentação, está a dieta mediterrânea. Esta faz referência os hábitos dos países banhados pelo Mar Mediterrâneo, principalmente o sul da Itália, a Grécia e o sul da Espanha. 

Fazem parte dessa dieta: azeite de oliva, peixes de água salgada, oleaginosas, como as amêndoas, nozes e castanhas, frutas e legumes, grãos integrais, leguminosas, além de vinho tinto, queijos e iogurtes.

 Ela se tornou famosa entre os diabéticos porque privilegia alimentos que possuem ação anti-inflamatória, limitando o consumo de massas e pães feitos com farinha branca — exatamente o que o paciente precisa retirar da alimentação.

O que deve ser evitado

Os alimentos proibidos para quem tem diabetes tipo 2 são aqueles ricos em açúcar ou carboidratos simples. Entre eles estão: bolos, biscoitos, lanches, massas, pão e arroz branco, mel, geleia de frutas, compotas, marmelada, produtos de confeitaria e pastelaria. 

Também é preciso tirar da alimentação chocolates, guloseimas e doces em geral.  Porém, a sobremesa não é totalmente proibida: pequenas porções de frutas ou chocolate amargo, com pelo menos 75% cacau, podem ser ingeridos.

É também necessário reduzir o consumo de frutas muito ricas em frutose, como bananas, damascos, figos, uvas, tâmaras e frutos secos.

Existe ainda a dúvida sobre manter, ou não, as carnes vermelhas no cardápio. Desde que não sejam gordas, elas devem ser consumidas, por causa de nutrientes como ferro e vitamina B12. Para isso, é preciso escolher sempre os cortes magros, como lagarto, patinho ou alcatra.

Além disso, bebidas açucaradas, como refrigerantes, sucos industrializados e achocolatados devem ficar fora da alimentação. O álcool também deve ser cortado radicalmente pelo paciente com diabetes tipo 2, principalmente no que diz respeito aos destilados, pois a substância atua negativamente no metabolismo da insulina. As bebidas fermentadas, como vinho e cerveja, podem ser consumidas, desde que com moderação.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter. Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

 

Posted by Dra. Adriana Pessoa in Todos