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Hipotireoidismo: sintomas e tratamento

Hipotireoidismo: sintomas e tratamento

Provavelmente você já ouviu falar em hipotireoidismo, certo? O hipotireoidismo, resumidamente, consiste na queda da produção dos hormônios tireoidianos: T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). Ele é o distúrbio mais frequente na tireoide, uma glândula localizada na região do pescoço.

O formato dessa glândula é similar ao de uma borboleta, com lobos direito e esquerdo separados pelo istmo central.  Ela libera hormônios essenciais a partir do funcionamento orquestrado pela hipófise, importante estrutura cerebral.

Vale ressaltar que o trabalho da tireoide repercute em todo o corpo e costuma interferir no ritmo intestinal, humor, batimentos cardíacos, ciclo menstrual, etc. Quer entender um pouco mais sobre o hipotireoidismo, especialmente os sintomas e os tratamentos possíveis? Leia o artigo completo.

Como ocorre o hipotireoidismo?

O hormônio T3 é naturalmente produzido em menor quantidade pelo organismo. Porém ele é muito potente e extremamente necessário para que os órgãos realizem suas funções adequadamente. Já o T4 é fabricado em maior quantidade, mas sua potência é menor.

Quando o hipotireoidismo ocorre, há uma redução significativa no volume de produção desses hormônios. Acontece uma espécie de pane e a quantidade de T3 e T4 na corrente sanguínea diminui. Isso pode ser desencadeado por fatores como problemas autoimunes. Por exemplo da Tireoidite de Hashimoto, sendo mais comum em mulheres, embora possa atingir ambos os sexos.

Quais são os sintomas?

O hipotireoidismo costuma resultar em manifestações como um leve ganho de peso, retenção líquida e dificuldade para emagrecer. Além disso, quando há um déficit dos hormônios T3 e T4, o bombeamento de sangue diminui, o que pode provocar sintomas cardíacos. Para completar, o intestino tende a ficar mais lento, a pele resseca e o risco de glaucoma aumenta.

É comum que pessoas com hipotireoidismo sofram com sinais como sonolência, cansaço excessivo, alterações no humor, problemas de memória,  unhas fracas, queda de cabelo, mãos e pés gelados, anemia, sensação de frio, redução na libido e colesterol alto.

Como tratar?

O diagnóstico do hipotireoidismo é feito através de detalhado exame clínico, associado a exame de sangue específico para verificar a dosagem de T3 e T4 e a presença de anticorpos específicos (anti Peroxidase  e anti Tireoglogulina) . Se o quadro for confirmado, o tratamento inclui a reposição hormonal com uma versão sintética da tiroxina (T4). No organismo ocorre a conversão em triiodotironina (T3).

Essa reposição deve ser orientada e acompanhada pelo endocrinologista para aumentar a segurança e eficácia do tratamento, sempre considerando o grau de desequilíbrio da glândula tireoide.

Geralmente o tratamento para controlar o hipotireoidismo dura a vida toda, exceto nas formas transitórias da doença (mulheres no pós-parto ou pacientes com hipotireoidismo decorrente de efeito colateral de medicamentos). Nesses casos, a reposição nem sempre é necessária, uma vez que as funções tireoidianas tendem a se normalizar com o passar do tempo ou com a suspensão do medicamento que provocou o desequilíbrio hormonal.

Quer saber mais sobre hipotireoidismo? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter. Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

Posted by Dra. Adriana Pessoa in Todos
Como Manter a Alimentação Saudável em Tempos de Quarentena

Como Manter a Alimentação Saudável em Tempos de Quarentena

Estamos vivendo uma nova realidade (mesmo que temporária): distanciamento social, escassez de produtos, trabalho remoto, educação escolar em casa e – infelizmente – quarentena.

Desafiador conseguir manter a mente calma.

Durante esse período, pode parecer fácil colocar suas necessidades nutricionais em segundo plano. Todos nós queremos menos uma coisa com que se preocupar nesses dias. Mas temos que considerar se isso ajudará muito a longo prazo. Principalmente porque podemos estar aqui por um bom tempo.

Manter a alimentação saudável pode ajudar a dormir melhor, a se sentir bem e a ficar de bom humor, sem mencionar a ajuda a manter seu sistema imunológico em estado de combate – extremamente importante neste território desconhecido.

Aqui estão algumas maneiras fáceis de manter suas refeições equilibradas, mesmo se você ficar preso em casa por algumas semanas:

1. Aceite que sua dieta de quarentena não será perfeita

Você tinha uma programação alimentar antes da quarentena. Mas o cenário mudou, pelo menos não até que as coisas se acalmem um pouco. Isso não quer dizer que você tem carta branca para comer de fora desenfreada. Lembre-se seu corpo estará sempre com você, apesar do confinamento.

Espero que você tenha tido tempo para armazenar seus alimentos saudáveis, mas se não, tudo bem. Avalie o que você tem disponível e faça o melhor que puder – talvez signifique baixo carboidrato em vez de integral.

Seu corpo precisa de nutrição. Diversos serviços estão entregando em casa, inclusive a feira e a vendinha de frutas ao lado da sua casa. Informe-se sobre o assunto.

2. Veja-o como um desafio “compre sua despensa”

Para não deixar claro a situação, você também pode desafiar-se a usar todos os ingredientes que permanecem intocados em sua despensa há meses.

Sim, finalmente chegou a hora de abrir esse saco de lentilhas ou macarrão de ovo. Vá em frente e coloque em uso o atum em lata. Temos inúmeras receitas saudáveis na internet (ainda bem que estamos em 2020, no mundo digital).

Faça um balanço do que você tem e insira tudo em uma ferramenta on-line como a Supercook, que fornece centenas de receitas que você pode fazer com base nos ingredientes (saudáveis de preferência) que você já possui. Não é perfeito, mas é gratuito e faz um ótimo trabalho.

3. Tenha um plano para combater o tédio e o estresse

Você pode ter um fluxo repentino e inesperado de tempo ocioso, principalmente se não puder trabalhar em casa. Isso pode levar a comer com tédio, e o que mais há para fazer? Além disso, com as tensões em alta, você pode ser levado pelo estresse.

Pensando bem, se há um tempo para comer estressado, o momento é esse!

Se você sucumbir, ok. Tente observar estes rompantes, para que eles se tornem exceção. Evite alimentos industrializados e doces prontos. Faça doces saudáveis com alimentos naturais (se quiser receitas é só pedir, tenho várias). Descubra chás deliciosos, ajuda muito a diminuir a vontade de colocar algo na boca. Se a vontade for de chocolate, opte pelo 70% de cacau.

Os estudos mostram que o consumo habitual de açúcar pode realmente aumentar o risco de depressão. Na situação atual do mundo não precisamos desse agravante.

Seguem algumas coisas que você pode fazer para ajudar a gerenciar o estresse:

  • Medite ou ore.
  • Pratique algum tipo de exercício (diversos aplicativos estão liberados de forma gratuita)
  • Passe algum tempo ao ar livre (se você puder e tiver um quintal ou varanda)
  • Escreva um diário
  • Brinque com seus filhos ou animais de estimação
  • Faça arte (mesmo que você pense que é ruim – ninguém está julgando!)

Você precisará ter um plano para manter o tédio também à distância. Isso significa que você precisará preencher seus dias com coisas que mantêm sua mente e corpo ocupados, aprender algo novo é uma excelente ideia.

Agora é a hora de acompanhar todos os programas da sua fila do Netflix, limpar o armário, dar uma passada nos rodapés, escrever seu romance. Dobrar sua roupa ou começar praticando ioga. Use a criatividade.

4. Planeje suas refeições

Sabemos o que você está pensando: qual é o sentido do planejamento de refeições se você permanecer no mesmo lugar pelas próximas duas semanas, com tempo de sobra?

Bem, é um ótimo hábito e pode ajudar a garantir que você esteja usando estrategicamente os alimentos que possui. Aqui estão três etapas fáceis que você pode executar em uma hora ou menos para planejar as refeições por uma quarentena de duas semanas:

Identifique os alimentos que você estragará enquanto estiver em quarentena. Se eles puderem ser congelados, coloque-os no freezer. (Dica: muitas coisas podem ir no freezer, até vegetais frescos – apenas cozinhe-as primeiro.)

Os alimentos frescos que não puderem ser congelados (como saladas ou frutas) serão os primeiros no seu plano de refeições.

Mapeie suas refeições. Quantos você precisa preparar por dia? Quantos lanches (saudáveis, claro)?

Não precisa ser perfeito, mas tente planejar cada refeição com uma fonte de proteína (carne, ovos ou uma proteína vegetariana como tofu ou manteiga de amendoim), um vegetariano (mesmo que enlatado) e um carboidrato integral, rico em fibras. Se você tem pouco carboidrato integral, deixe este grupo de fora e dobre os vegetais.

5. Priorizar a segurança alimentar

Embora as quarentenas sejam difíceis de suportar, elas têm um propósito vital. Se você precisar interromper a quarentena para ir ao hospital porque tem intoxicação alimentar por frango em uma lata amassada, isso meio que derrota o objetivo.

Aqui estão os conceitos básicos de segurança alimentar:

Carne: descongele a carne congelada na geladeira (se possível) ou em água fria corrente. Deixar a carne no balcão aumenta a probabilidade de crescimento de germes. Além disso, cozinhe totalmente a carne na temperatura interna correta (75o C para frango, 65o C para carne de porco e carne).

Alimentos enlatados: Desconfie de latas amassadas, que podem ter fissuras microscópicas nas quais as bactérias podem entrar. É melhor deixá-los sozinhos.

Produtos frescos: use-o primeiro, pois provavelmente estragará o mais rápido. Não coma produtos com mofo ou deterioração visíveis ou cheiro desagradável.

Alimentos vencidos: se você precisar comer alimentos vencidos enquanto estiver em quarentena, use seu melhor julgamento. Cheire e olhe para ele. Se cheirar mal ou apresentar crescimento visível de mofo ou alteração de cor, atire-o. Se você morder e estiver com um sabor estranho ou com uma textura estranha, não coma mais.

Sobras

Coloque as sobras na geladeira rapidamente para minimizar a quantidade de tempo que eles passam na “zona de perigo” de 4 a 60 ° C. Jogue-os fora após 3 a 4 dias.

Tenha cuidado com a contaminação cruzada também. Não pique os ingredientes da salada na mesma tábua que você usou para carne crua. Use uma faca diferente também.

Se você estiver cozinhando para várias pessoas, não prove a comida em quanto prepara a menos que use uma colher limpa de cada vez. E lembre-se de lavar as mãos regularmente (como se ainda não tivesse ouvido o suficiente!).

Essas práticas de segurança alimentar podem ajudar a evitar intoxicação alimentar e compartilhar germes e vírus com outras pessoas em quarentena.

Quer saber um pouco mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter. Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

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Coronavírus

Coronavírus

Coronavírus: Como é a transmissão

As pesquisas sobre as formas de transmissão do coronavírus ainda estão em andamento. Porém, o que já se sabe até o momento é que o contágio pode ocorrer por gotículas respiratórias ou proximidade.

Qualquer pessoa que tenha contato próximo, em torno de 1m, com outra com os sintomas respiratórios pode estar em risco.

Os primeiros sintomas da infecção podem aparecer após o período de incubação do vírus, geralmente de 5 dias – podendo chegar até 12.

Até o momento, ainda não sabe quantos dias anteriores ao início dos sintomas uma pessoa infectada passa a transmitir o vírus.

Coronavírus – devo ir ao médico?

Os sinais e sintomas do coronavírus são similares ao de doenças respiratórias:

– tosse;

– febre alta;

-diminuição do olfato ou paladar;

-dores musculares;

– dificuldade para respirar

Atualmente o contágio já é comunitário, não sendo necessariamente ligado a viagem internacional.

Caso um dos sintomas seja dificuldade de respirar, você deve procurar atendimento médico imediatamente.

Informe com detalhes os sintomas que está sentindo para que o médico conduza o seu atendimento.

 

Quais pacientes tem maiores riscos de desenvolver as formas graves

A grande maioria das pessoas que são infectadas pelo COVID 19 apresenta sintomas leves. No entanto, alguns pacientes tem maior risco de desenvolver a forma grave com insuficiência respiratória.

Pessoas com mais de 60 anos, aqueles portadores de diabetes, hipertensão arterial sistêmica, obesidade, asma e bronquite e doenças cardíacas compõem o grupo de de risco . Pacientes com qualquer tipo de doença crônica também deve se proteger.

Coronavírus: como prevenir

O coronavírus é uma família de vírus que causa infecções respiratórias. Por isso, alguns cuidados simples ajudam a prevenir o contágio:

  1. Lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel.
  2. Cubra o nariz e a boca ao espirrar ou tossir. Evite levar as mãos ao rosto
  3. Evite aglomerações.
  4. Mantenha os ambientes bem ventilados. Abra as janelas e deixe o ar circular pelos cômodos
  5. Não compartilhe objetos pessoais como pratos, talheres e copos.

Seguindo estes passos, você contribuirá para evitar a disseminação do coronavírus no país.

Quer saber um pouco mais sobre o coronavírus COVID 19? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter. Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

 

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Síndrome do ovário policístico causa infertilidade?

Síndrome do ovário policístico causa infertilidade?

A Síndrome do Ovário Policístico, ou simplesmente SOP, é um  distúrbio endócrino que altera os níveis hormonais. Como o próprio nome sugere, o quadro pode levar à formação de múltiplos cistos nos ovários, o que faz com que eles aumentem de tamanho.

De acordo com estudos recentes, a  Síndrome do Ovário Policístico afeta aproximadamente 10% das mulheres na idade reprodutiva. Essa doença costuma desencadear sintomas variados como atrasos menstruais, aumento de pelos no corpo, seios e rosto, além de ganho de peso e acne.

Muito se fala sobre a possível influência que a SOP pode exercer sobre a fertilidade da mulher, mas será mesmo que tal síndrome é capaz de comprometer a saúde reprodutiva e causar infertilidade? Leia o artigo e tire as suas próprias conclusões.

A SOP pode gerar infertilidade?

Sim! Comprovadamente a Síndrome dos Ovários Policísticos é a causa mais frequente da infertilidade em pacientes com anovulação crônica. Isso é, que não ovulam da forma adequada e apresentam intervalos muito longos entre os ciclos menstruais, chegando a ficar meses sem menstruar.

Um forte indício de SOP é, portanto, a irregularidade nos ciclos, frequência menor de ovulação e dificuldade para engravidar. Vale ressaltar que o agravamento da síndrome, além de provocar infertilidade, pode favorecer o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes do tipo 2.

A infertilidade é uma consequência comum da síndrome dos ovários policísticos. Prova disso é que 40% das pacientes diagnosticadas com esse problema endócrino apresentam, também, dificuldades para ter filhos.

Como a síndrome afeta a fertilidade?

Esse problema geralmente começa na puberdade. Progredindo à medida que o tempo passa, sendo marcado justamente pelo desequilíbrio hormonal. Isso significa que alguns hormônios são produzidos em maior quantidade, enquanto outros são fabricados em menor quantidade.

Dessa forma, pode impactar diretamente no processo de ovulação e no sistema reprodutivo. Só para ter ideia, quem tem a síndrome apresenta cistos permanentes que alteram a estrutura ovariana e podem tornar o órgão três vezes mais volumoso do que o normal.

É possível engravidar, apesar da Síndrome dos Ovários Policísticos?

O tratamento da SOP deve ser criterioso e individualizado, respeitando as particularidades de cada paciente. Para aquelas que desejam engravidar, o distúrbio ovulatório deve ser corrigido. Geralmente a abordagem terapêutica envolve a indução da ovulação. Boa parte das portadoras da síndrome responde bem ao tratamento e consegue engravidar, apesar do diagnóstico.

Outra opção é a fertilização in vitro, que surge como alternativa nos casos em que as dificuldades para engravidar não se limitam aos problemas ovulatórios decorrentes da síndrome dos ovários policísticos.

Cumpre ressaltar que há mulheres que engravidam natural mesmo com tal endocrinopatia. Em todo caso, independente de querer ou não ter filhos, qualquer mulher que apresente sintomas de SOP deve buscar o diagnóstico e tratamento adequado.

Quer saber um pouco mais sobre a síndrome dos ovários policísticos? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter. Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

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Qual a importância da hipófise no corpo humano?

Qual a importância da hipófise no corpo humano?

Você já ouviu falar sobre hipófise? Trata-se de uma importante glândula endócrina que possui cerca de 1 cm de diâmetro e pesa, aproximadamente, 1 g. A hipófise fica situada na base do cérebro, especificamente na região da sela túrcica, logo abaixo do hipotálamo.

Também chamada de glândula pituitária e glândula mestre, ela é multifuncional e está diretamente relacionada com o trabalho de outras glândulas do corpo.

Quer entender qual é a importância da hipófise? Leia o artigo completo e entenda quais hormônios ela secreta e quais funções essa glândula realiza no organismo. Vem conferir!

Quais hormônios a hipófise secreta?

A glândula hipófise é dividida em lobo anterior (adenohipófise) e lobo posterior (neurohipófise). Os dois lobos estão ligados ao hipotálamo por meio de uma haste que contém prolongamentos das células nervosas (axônios ou fibras nervosas), bem como, vasos sanguíneos.

O hipotálamo controla o lobo anterior através da liberação de hormônios pelos vasos sanguíneos de ligação. Já o lobo posterior é controlado pelos impulsos nervosos do hipotálamo. O primeiro lobo, quando estimulado pelo hipotálamo, secreta hormônios como GH, TSH, LH e FSH. Já o segundo lobo é responsável por armazenar e secretar hormônios como ocitocina e DH.

Vale ressaltar que os hormônios produzidos e secretados pela hipófise não são fabricados e liberados de maneira contínua. A liberação ocorre em intervalos, em períodos que alternam atividade e inatividade. Determinados hormônios acompanham o ritmo cardíaco, com subidas e descidas ao longo do dia. Outros fatores também podem interferir na produção hormonal. É o caso do ciclo menstrual, por exemplo.

Quais funções essa glândula realiza?

A hipófise secreta hormônios essenciais, como o hormônio do crescimento, hormônio estimulador da tireoide, hormônio adrenocortical, hormônio luteinizante, hormônio foliculoestimulante, entre outros. Sendo assim, impacta diretamente a atuação de outras glândulas, a exemplo das adrenais, ovários, testículos, tireoide, etc.

Além disso, a hipófise armazena e libera hormônios produzidos pelo hipotálamo e cumprem o papel de promover a contração uterina e regular o equilíbrio de água e eletrólitos.

Qual é a importância da hipófise, afinal?

A hipófise é fundamental para a saúde, isso porque ela é responsável pela síntese de hormônios no sistema endócrino e atua efetivamente no controle funcional da vários órgãos. Entre outras funções que cabem à hipófise, ela interfere na filtragem de fluidos pelos rins, estímulo às contrações uterinas durante o trabalho de parto, promoção do crescimento e desenvolvimento estrutural do organismo, formação e secreção do leite materno pelas glândulas mamárias.
Essa glândula também é importante na coordenação do metabolismo das células que compõem a região cortical da suprarrenal, o que influencia no controle hídrico. Para completar, regula a tireoide e tem ligação com a saúde reprodutiva, já que o trabalho da hipófise se relaciona com o desenvolvimento dos gametas, liberação do óvulo, produção de testosterona, entre outras atividades.

Quer saber um pouco mais sobre a hipófise? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter. Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

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Quais as principais complicações do excesso de peso?

Quais as principais complicações do excesso de peso?

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS),  excesso de peso  é um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade. A projeção é assustadora: até 2025, haverão mais de 2,3 bilhões de adultos com sobrepeso e 700 milhões de obesos.

Vale lembrar que a obesidade é uma doença séria, caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal, além do peso excessivo. A condição, em si, já é preocupante, mas dificilmente a obesidade vem sozinha. De modo geral, a doença é acompanhada de comorbidades, ou seja, de doenças associadas.

Quer saber quais são as complicações de saúde provocadas pela obesidade? Confira neste artigo.

Comorbidades da obesidade

Complicações cardiovasculares

A obesidade tanto aumenta a predisposição, quanto agrava quadros já estabelecidos de cardiopatias. Algumas complicações cardiovasculares incidentes em obesos são:

  • doença coronária;
  • infarto do miocárdio;
  • angina;
  • acidente vascular cerebral;
  • fibrilação atrial;
  • cor pulmonale;
  • cardiomiopatia dilatada;
  • síndrome da hipoventilação.

Complicações motoras e posturais

Pessoas muito acima do peso são mais propensas a alterações musculoesqueléticas, como hérnias de disco, osteoartrites, problemas de coluna, entre outras condições. Todos elas podem gerar impactos negativos na locomoção, postura e, até mesmo, na autonomia do indivíduo. Os quilos a mais sobrecarregam a estrutura corporal e podem gerar graves prejuízos, comprometendo o bem-estar e qualidade de vida.

Doenças digestivas

O sistema digestivo da pessoa com excesso de peso  também sofre os efeitos negativos. Há maior chance de desenvolver quadros clínicos digestivos, como refluxo gastroesofágico, úlceras, cálculos biliares, esteatose hepática e pancreatite.

Complicações sexuais e reprodutivas

Você sabia que as comorbidades associadas ao excesso de peso  incluem a síndrome dos ovários policísticos, disfunção erétil, alterações no ciclo menstrual, além de infertilidade feminina e masculina? Isso mesmo! O excesso de peso pode afetar a vida sexual e reprodutiva de homens e mulheres.

Complicações psicológicas

Por conta do preconceito e dos padrões de beleza estabelecidos pela sociedade, é comum que indivíduos obesos fiquem vulneráveis emocionalmente, o que os torna mais suscetíveis a complicações psicológicas, como, por exemplo, distorção de imagem, transtornos alimentares,  baixa autoestima, ansiedade generalizada e depressão.

Complicações hormonais e metabólicas

O excesso de peso mexe com o corpo por completo, podendo impactar, por exemplo, nas reações celulares e na produção hormonal. Indivíduos obesos apresentam maior risco de desenvolverem a síndrome metabólica e resistência à insulina, que pode causar diabetes. Além disso, a obesidade favorece a ocorrência de alterações nas funções tireoidianas.

Outras complicações causadas pela obesidade

A lista de complicações relacionadas à obesidade é grande. Acrescenta-se à extensa lista as seguintes doenças associadas:

  • apneia do sono;
  • diabetes tipo 2;
  • asma e outras dificuldades respiratórias;
  • incontinência urinária;
  • veias varicosas (varizes;
  • hemorroidas;
  • estigmatização social.

Para diminuir o risco de complicações, a pessoa com obesidade deve fazer o acompanhamento regular e multidisciplinar com endocrinologistas, nutricionistas, cardiologistas, preparadores físicos, etc. O ideal é que o indivíduo adote um estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, prática de exercícios e abstenção de hábitos prejudiciais, como  o tabagismo e alcoolismo.

Quer saber um pouco mais sobre obesidade? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

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Por que ocorre o excesso de colesterol no nosso organismo?

Por que ocorre o excesso de colesterol no nosso organismo?

Você sabia que 4 em cada 10 brasileiros adultos tem taxa de colesterol elevada? Isso significa que cerca de 40% da população brasileira apresenta essa condição. Desta forma, correndo maior risco de desenvolvimento de quadros graves de saúde. Esses problemas incluem alterações no fluxo sanguíneo, insuficiência cardíaca, aterosclerose, infarto e hipertensão.

Ao contrário do que muitos pensam, a alimentação gordurosa não é a única causa de hipercolesterolemia. O aumento do colesterol pode ocorrer por diferentes razões. Confira, a seguir, quais são os possíveis fatores para a elevação da substância.

Como identificar o colesterol alto?

Primeiramente, antes de explicarmos como ocorre o excesso de colesterol no organismo, é necessário esclarecer informações importantes sobre a descoberta do quadro. A hipercolesterolemia, ou simplesmente colesterol alto, é um problema assintomático, o que pode dificultar seu diagnóstico. A única forma segura de confirmar a doença é a realização de um lipidograma. Este é o exame de sangue que possibilita a avaliação das frações de colesterol.

A princípio, cumpre ressaltar que colesterol é um tipo de gordura importante para o bom funcionamento do corpo. Ele é formado por frações (LDL, HDL e VDL). HDL é o chamado colesterol bom, que remove as moléculas de gordura e protege o coração, enquanto o LDL é o mau colesterol, já que se deposita com facilidade nas paredes dos vasos sanguíneos. Sendo assim, os resultados do lipidograma são preocupantes quando o LDL é muito alto, ou quando o HDL é muito baixo.

Quais são as causas mais comuns do colesterol alto?

A condição pode ser resultante de uma alimentação rica em gordura e açúcar, bem como de maus hábitos de vida, como o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. Da mesma forma, o diabetes descompensado, cirrose, alterações na tireoide, insuficiência renal, uso de anabolizantes, porfíria e histórico familiar são outros fatores para o desenvolvimento do quadro.

Inclusive, o histórico familiar merece atenção especial no controle do hipercolesterolemia familiar (HF), o colesterol alto que se origina na família. Trata-se de uma doença séria, responsável por até 10% dos casos de problemas cardiovasculares graves em pacientes abaixo dos 50 anos.

A HF atinge 1 em cada 250 pessoas e, na família, a incidência é de 1 em cada 2 indivíduos. O mais preocupante é que menos de 1% dos casos são diagnosticados e tratados adequadamente.

E os fatores de risco, quais são?

Alguns fatores podem aumentar a propensão ao quadro de colesterol alto, entre eles vale citar o sedentarismo, a obesidade e aspectos genéticos. Quem apresenta qualquer um desses fatores predisponentes deve adotar cuidados, como:

  • manter uma alimentação saudável e balanceada;
  • praticar atividades físicas;
  • evitar o fumo e o excesso de álcool.

Por fim, uma última medida, não menos importante, consiste em fazer o devido acompanhamento médico em caráter preventivo. Não espere que o colesterol alto seja diagnosticado para começar a cuidar da sua saúde. Faça seu controle!

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Dicas para prevenir a obesidade em crianças

Dicas para prevenir a obesidade em crianças

A Organização Mundial de Saúde (OMS) entende a obesidade como um problema mundial, uma vez que ela atinge cerca de 1,7 bilhão de pessoas. Crianças e adolescentes também estão inseridas nesse contexto. Um estudo publicado pela revista científica The Lancet, mostrou que o excesso de peso em crianças disparou em menos de 50 anos. No Brasil, uma em cada três crianças com idade entre cinco e nove anos estão com o peso acima do recomendado, segundo pesquisa realizada pelo IBGE. 

Um alerta divulgado pela FMO estimou que se não houver uma conscientização e uma mudança de hábitos, em menos de dez anos, a obesidade irá atingir mais de 11 milhões de crianças no Brasil. Acredita-se que uma criança obesa tenha 80% de chances de se tornar um adulto obeso. Esse dado é preocupante, visto que o excesso de peso está associado a diversas doenças crônicas como diabetes e hipertensão. Essas patologias acometem cada vez mais crianças. Por isso, é tão importante combater e prevenir o ganho de peso desde a infância. 

Como prevenir a obesidade em crianças

Hábitos alimentares

Criar bons hábitos alimentares desde a primeira infância é essencial. Entretanto, a alimentação saudável deve ser um componente que atinge todo o ambiente familiar, não apenas a criança. É por isso que, muitas vezes, a reeducação alimentar é indicada para todos os integrantes da casa. 

Fique atento às dicas que podem ajudar na alimentação do seu filho:

  1. Comer à mesa com a TV desligada;
  2. Controlar a quantidade de alimento ao invés de proibi-lo;
  3. Ter uma rotina alimentar com horários pré-definidos: cinco ou seis refeições com intervalos de três horas;
  4. Ingerir mais comida caseira e menos comida industrializada;
  5. Ter mais alimentos frescos à disposição, como frutas lavadas e cortadas, chás, água e sucos naturais;
  6. Evitar que a casa tenha produtos industrializados e ultraprocessados, como biscoitos recheados, doces em excesso, sucos de caixinha e alimentos congelados, entre outros;
  7. Diminuir a ingestão de líquidos durante a refeição;
  8. Evitar frituras e alimentos gordurosos;
  9. Evitar refrigerantes;
  10. Estimular a criança a beber mais água.

Atividade física

A tecnologia e outros fatores sociais, como a violência, possuem um impacto muito grande no estilo de vida. Esses fatores mudaram a forma como as crianças brincam, se movimentam e se entretém. O uso de aparelhos eletrônicos como forma principal de diversão, faz com que as crianças fiquem mais dentro de casa e tenham uma vida mais sedentária. Por isso:

  1. Incentive brincadeiras que movimentam o corpo;
  2. Faça caminhadas em família, preferencialmente, ao ar livre. Crianças aprendem pelo exemplo;
  3. Delimite o tempo de televisão, internet e aparelhos eletrônicos. Os efeitos do uso de telas por crianças podem ser muito perigosos.

O excesso de peso deve ser encarado pelos pais como um problema grave. Pois, em um curto prazo, pode desencadear diversos problemas. Dentre eles, podemos citar:

  • a puberdade precoce;
  • asma;
  • apneia do sono; 
  • acúmulo de gordura no fígado;
  • dermatites e assaduras;
  • enxaqueca;
  • depressão;
  • baixa autoestima;
  • colesterol alto;
  • pedras na vesícula;
  • trombose;
  • derrame;
  • e diversas outras patologias que estão relacionadas ao excesso de gordura no organismo. 

É importante lembrar que a obesidade não está ligada apenas à alimentação ou à falta de atividade física. Ela está associada, também, a distúrbios emocionais, como ansiedade e depressão, e a fatores genéticos, que alteram não só o apetite e o gasto energético, como também a forma que o organismo processa os nutrientes. 

Investigar o que está causando o ganho de peso na criança é importante para que o tratamento seja efetivo. Em muitos casos, inclusive, recomenda-se um tratamento multidisciplinar, composto também por nutrólogos, nutricionistas e profissionais de saúde física e mental.  

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

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Tireoidite de Hashimoto: o que é e qual o tratamento

Tireoidite de Hashimoto: o que é e qual o tratamento

A tireoidite de Hashimoto é uma doença que provoca uma inflamação da glândula da tireoide. Por ser uma patologia autoimune, o sistema imunológico fabrica anticorpos que atacam e destroem as células da tireoide. Antes de provocar o hipotireoidismo e prejudicar a produção dos hormônios T3 e T4, esse tipo de tireoidite causa uma condição de hipertireoidismo. 

Sintomas de tireoidite de Hashimoto

Por ter uma evolução lenta, os sintomas da tireoidite são percebidos apenas quando o hipotireoidismo se instala. Por isso, o paciente tem:

  • Baixa frequência cardíaca;
  • Cabelos e unhas fracas e quebradiças;
  • Cansaço excessivo;
  • Depressão;
  • Diminuição do apetite;
  • Dores musculares e nas articulações;
  • Ganho de peso;
  • Inchaço na parte frontal do pescoço, onde se localiza a tireoide;
  • Intolerância ao frio;
  • Pele seca, fria e pálida;
  • Prisão de ventre.

Fatores de risco da tireoidite de Hashimoto

Qualquer pessoa está suscetível ao desenvolvimento da doença de Hashimoto. Entretanto, alguns fatores tornam alguns perfis mais propensos. São eles:

  • Mulheres: pessoas do sexo feminino têm mais predisposição para essa patologia.
  • Doença autoimune: pessoas que já possuem doença autoimune também estão predispostas a desenvolver esse tipo de tireoidite.
  • Genética: quando há histórico familiar de casos de hipotireoidismo, hipertireoidismo e também de outras doenças autoimunes, como lúpus.
  • Idade: apesar de não haver uma idade que determine o seu surgimento, é comum que essa tireoidite apareça à medida que a pessoa for envelhecendo.
  • Radiação: pessoas que já passaram por exposição à radiação, seja ela para tratamento de doenças anteriores, por motivos trabalhistas ou por algum desastre ambiental, também estão mais propensas a desenvolver a doença de Hashimoto.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da doença de Hashimoto é realizado não só com base no relato dos pacientes. Para a comprovação, é realizado exames de sangue, que avaliam se a glândula está produzindo a quantidade ideal de hormônios. Além disso, no exame, o médico endocrinologista analisa a quantidade dos hormônios T3, T4 e TSH e também a dosagem de Anti-TPO e anti-tireoglobulina. Outro exame solicitado é o de imagem, em que é possível verificar se a glândula está inflamada, comparando se o tamanho e o formato da tireoide encontram-se dentro dos padrões ou se há alguma alteração.  

A suplementação hormonal é a base do tratamento para a doença de Hashimoto.  O medicamento age, portanto, para suprir a produção de hormônio que o organismo não está produzindo, equilibrando os seus níveis. Por se tratar de uma doença autoimune, o tratamento é contínuo. 

O acompanhamento médico torna-se necessário para que a quantidade de hormônio seja ajustada e controlada de acordo com a produção hormonal que a glândula da tireoide do paciente ainda exerce. Por isso, o médico poderá solicitar exames periodicamente para verificar se a dosagem do medicamento está cumprindo suas funções ou é necessário algum ajuste de dosagem.

O hipotireoidismo provocado pela doença de Hashimoto pode causar complicações e provocar problemas cardíacos e psicológicos, desordens neurológicas, gastrointestinais, metabólicas e renais, bócio, mixedema, infertilidade, glaucoma, entre outros.

Se tratada corretamente, a tireoidite de Hashimoto não provoca grandes alterações na vida do paciente. Mas, para isso, é preciso que a pessoa seja disciplinada quanto ao uso do medicamento, siga as recomendações médicas e faça o acompanhamento periódico. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

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Qual a função do colesterol no nosso corpo?

Qual a função do colesterol no nosso corpo?

É comum associar o colesterol a problemas na corrente sanguínea e doenças cardiovasculares. Mas antes de chegar a essas situações, ele é fundamental para o funcionamento do corpo. Além de desempenhar importante função nas células.

Todo ser humano possui colesterol em seu organismo, proveniente do fígado ou dos alimentos ingeridos. Ele está presente em todas as células do corpo, que são envolvidas por uma camada dessa lipoproteína, facilitando a entrada e a saída de substâncias. 

Esse componente da membrana celular atua no funcionamento do cérebro, na digestão, na produção dos hormônios sexuais, como o testosterona e o estrógeno. Auxilia também a produção de vitamina D e do cortisol.

A associação com algo que faz mal ao corpo e causa problemas de saúde, porém, se dá pelo excesso dele no corpo.

Tipos de colesterol

Popularmente, existem dois tipos da lipoproteína, conhecidos como “colesterol ruim” e “colesterol bom”. Oficialmente, eles são chamados de LDL e HDL, respectivamente, e se diferem apenas quanto às proteínas que realizam o seu transporte pelo sangue.

O LDL (low density lipoprotein ou lipoproteína de baixa densidade) é o “ruim”. É importante saber que ele é transportado pelo sangue para todos os tecidos do corpo, sendo utilizado pela célula na síntese de suas membranas celulares. 

Quando há excesso, ocorre interferência nesse transporte, causando redução na captação do LDL pelas células. Consequentemente, há aumento na sua concentração. Em altas concentrações na corrente sanguínea, o LDL começa a se depositar na parede dos vasos sanguíneos. Com o tempo, pode entupi-los ou formar trombos – o que pode levar ao infarto e ao acidente vascular cerebral.

Já o HDL (high density lipoprotein ou lipoproteína de alta densidade) é considerado o “bom”, por ter sempre função benéfica. Ele capta a substância que está em excesso no sangue, encaminhando-a para o fígado, que o elimina na bile na forma natural ou na forma de sais biliares.

 

Alimentação pode aumentar o colesterol

Além do que o próprio organismo produz, a substância chega até a corrente sanguínea pelo consumo de alimentos15 de origem animal, como carnes, leite, ovos, etc. Uma dieta rica com esses alimentos contribui para que a concentração da substância se eleve, originando vários problemas de saúde.

O que ocorre geralmente é que sua alta concentração não provoca nenhum tipo de sintoma. Por ser silencioso, a obstrução total de vasos ou artérias pode ocorrer repentinamente e causar problemas graves.

Para continuar desempenhando um bom funcionamento no nosso organismo, ele precisa estar equilibrado entre as quantidades de LDL e HDL. 

Por isso, é necessário manter uma rotina de hábitos saudáveis, com dieta balanceada. Atividade física também ajuda a manter a saúde em dia e o colesterol em um bom nível. De preferência, inclua em sua rotina exercícios aeróbicos, como andar, correr, pedalar, nadar, porque proporcionam o aumento da captação de oxigênio pelo organismo.  

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter. Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

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