Diabetes

Perigos do Não Tratamento Adequado da Diabetes

Perigos do Não Tratamento Adequado da Diabetes

Você sabia que a diabetes atinge aproximadamente 425 milhões de pessoas em todo o mundo. Só em nosso país são mais de 12 milhões de brasileiros convivendo diariamente com esse problema sério de saúde.

Diabetes é uma doença crônica, ou seja, não tem cura. Felizmente ela tem tratamento para controle, sendo que a abordagem terapêutica adequada é capaz de proporcionar maior qualidade de vida e bem-estar aos diabéticos, além de diminuir significativamente o risco de complicações.

Quem entender a importância do tratamento correto da diabetes e descobrir quais são os reais perigos de não tratar essa condição adequadamente? Leia o artigo completo e fique por dentro do assunto.

Sem tratamento o risco de doenças cardíacas aumenta

Deixar de tratar a diabetes é um grande perigo para o coração. A diabetes do tipo 2 aumenta o risco de doenças cardíacas em até 4 vezes. Isso acontece porque diabéticos apresentam mais chances de apresentar agravantes como hipertensão e colesterol alto, dois dos principais fatores de risco para o infarto, por exemplo.

Há o perigo de lesões oculares

Um dos principais fatores causadores de cegueira adquirida em países ocidentais é justamente a diabetes não tratada. Quando a diabetes do tipo 2 fica descompensada e os níveis de glicose sobem, a tendência é que a tensão arterial aumente e isso favoreça o surgimento de leões oculares irreversíveis. Por isso é tão importante controlar a diabetes.

O diabético que não trata a doença é propenso a lesões renais

Os rins também sofrem caso a diabetes não seja devidamente tratada. Níveis elevados de glicose no sangue, juntamente com tensão arterial aumentada, podem causar alterações no funcionamento dos rins, atrapalhando, desse modo, a filtragem do sangue e eliminação de resíduos tóxicos para organismo.

Há chances elevadas de complicações nos pés

Quem não trata a diabetes está mais exposto a complicações nos pés. Isso mesmo! Diabéticos que não controlam a doença podem sofrer com lesões nos nervos das pernas e pés, além de problemas circulatórios, infecções e ferimentos difíceis de sarar. A presença de úlceras nos pés (pé diabético), a depender da gravidade, pode levar à necessidade de amputação.

A ausência de tratamento pode desencadear problemas dentários

A diabetes também pode causar problemas nos dentes e gengivas. Vale destacar que a glicose descontrolada pode aumentar as chances de infecções gengivais. E, se de fato houver uma infecção na gengiva, há um risco aumentado de subida na glicemia, dando origem a um ciclo de complicações.

Também existe o risco de disfunção sexual

Estudos recentes apontam que a diabetes não tratada pode resultar em lesões nos nervos reguladores da resposta sexual. Além disso, pode comprometer negativamente as artérias que conduzem o sangue até os órgãos sexuais. Tal situação, pode, por conseguinte, ocasionar problemas de ereção ou desordens ejaculatórias nos homens. Já nas mulheres, pode ocorrer dificuldades na lubrificação vaginal e libido.

Quer saber mais sobre diabetes? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

Posted by Dra. Adriana Pessoa in Diabetes
Como é o tratamento de diabetes tipo 2?

Como é o tratamento de diabetes tipo 2?

O diabetes é uma doença que atinge cerca de 13 milhões de pessoas no Brasil. Isso representa uma fatia de 7% da população, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). O diabetes tipo 2, mais popular, acomete cerca de 90% dos pacientes diabéticos, manifestando-se, majoritariamente, em adultos. 

O tipo 2 dessa doença crônica se caracteriza pelo não aproveitamento adequado da insulina, hormônio que ajuda a levar a glicose para dentro das células. Diante desse cenário, o pâncreas entende que deve produzir ainda mais insulina, já que ela não está atuando como deveria. Com o tempo, o órgão, devido ao excesso de produção, começa a apresentar falhas, fazendo com que o açúcar no sangue alcance níveis muito altos. 

Sintomas

Os sintomas do diabetes tipo 2 podem demorar a aparecer. Na maior parte das vezes, eles são percebidos apenas quando a doença já está avançada. Os principais sinais são:

  • fome excessiva;
  • sede excessiva;
  • frequentes infecções na bexiga, rins e pele;
  • feridas que demoram para cicatrizar;
  • alteração visual;
  • formigamento nos pés e mãos;
  • vontade de urinar toda hora;
  • cansaço frequente.

Como é o tratamento de diabetes tipo 2

O tratamento tem como objetivo baixar os níveis de glicose no sangue. Por isso, o paciente deve:

Praticar atividade física

Exercícios físicos são fundamentais no tratamento dessa doença crônica, já que, com a atividade física, o organismo usa o açúcar que está no sangue como energia. A SBD recomenda que pacientes diabéticos realizem 150 minutos de atividade física por semana, podendo ser dividida, no mínimo, em três dias e com intervalos de, no máximo, dois dias.

Alimentar-se de maneira saudável

O controle da dieta é outro fator fundamental no tratamento. Quem tem o tipo 2 desta patologia deve restringir o consumo de açúcar presente nos doces e nos carboidratos simples, pois tais alimentos possuem um alto índice glicêmico. Portanto, o diabético deve optar por carboidratos complexos, que são absorvidos de maneira mais lenta.  O paciente deve, também, dar preferência ao consumo de vegetais e evitar o consumo de alimentos gordurosos e frituras. 

Medicamentos

Em muitos casos é possível realizar o controle da doença apenas com uma mudança no estilo de vida. Entretanto, quando isso não acontece, é necessário recorrer ao uso de medicamentos, que é feito de acordo com o grau de necessidade de cada paciente. Dentre os fármacos utilizados, estão:

  • Inibidores da alfaglicosidase: impedem a digestão e absorção de carboidratos no intestino.
  • Sulfonilureias: estimulam a produção pancreática de insulina pelas células.
  • Glinidas: agem também estimulando a produção de insulina pelo pâncreas.
  • Inibidores da enzima DPP-4:  inibidores da enzima DPP-4. Eles agem impedindo a degradação de um hormônio produzido no intestino, o GLP-1. O GLP-1 é liberado após uma refeição e estimula a produção de insulina, ajudando a reduzir a glicemia. Normalmente, o GLP-1 é rapidamente degradado pela enzima DPP-4. Os inibidores desta enzima permitem que o GLP-1 permaneça ativo no organismo por mais tempo, reduzindo os níveis de glicose no sangue.
  • Inibidores do SGLT2: medicamentos novos que atuam na proteína transportadora que atua na reabsorção da glicose filtrada pelos rins, impedindo que ela seja eliminada pela urina.
  • Análogos de GLP1:   O GLP-1 é um hormônio produzido  em nosso organismo pela porção final do intestino delgado e sua secreção é estimulada pela chegada do alimento nesta região. Após ser secretado, o GLP-1 promove o aumento da saciedade e consequentemente redução da ingestão de alimentos. Se houver uma hiperglicemia, estimula o pâncreas a secretar insulina.
  • Insulina: quando há falência pancreática ou toxicidade do pâncreas pelo excesso de açúcar é necessário introduzir insulina para controlar a hiperglicemia

Cirurgia Bariátrica ou Perda de Peso Importante 

A cirurgia bariátrica pode levar a remissão do diabetes tipo 2 quando a perda de peso do paciente é essencial para o controle da doença. Ao provocar uma redução do espaço estomacal, e rearranjo das alças intestinais faz com que os hormônios que controlam o metabolismo e a secreção de insulina também sofram alterações.

Outra forma de remissão da doença é a perda de peso de pelo menos 10% do peso total, principalmente em casos de diabetes recém diagnosticados.

O diabetes do tipo 2 é fator de risco para doenças como hipertensão, infarto, AVC, problemas renais e cegueira. Por isso, ao prevenir essa patologia, você evita também complicações que podem levar à morte. Ter uma alimentação saudável, praticar atividade física, evitar o consumo de álcool e cigarro, manter o peso sob controle e reduzir o consumo de sal, açúcar e gorduras são formas de evitar seu desenvolvimento.

Procure sempre seu médico para melhor orientação. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter. Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

Posted by Dra. Adriana Pessoa in Diabetes
Mitos e verdades sobre a diabetes

Mitos e verdades sobre a diabetes

Medo da insulina, descrença sobre a gravidade da doença, dúvidas sobre a eficácia do tratamento… Esses são apenas alguns dos questionamentos frequentemente realizados por pacientes de diabetes. Para saber o que realmente deve ser levado a sério e o que não passa de um grande mito, fique com a gente neste artigo!

Mitos e verdades sobre a diabetes

1. Nem é uma doença tão séria assim

Mito. Se o tratamento e o controle do problema são realizados adequadamente, as complicações mais sérias são prevenidas ou, pelo menos, bem adiadas.

Segundo uma pesquisa conduzida em território norte-americano, as complicações decorrentes da diabetes causam um número mais elevado de mortes que os da aids e do câncer de mama, juntos. Estima-se que 2 a cada 3 pacientes com a doença em questão morram de derrames ou problemas no coração causados pelo descontrole do quadro. Por isso, a dica é: leve o problema a sério.

2. Tomar insulina para o tipo 2 da doença não é um bom sinal

Mito. Para a grande maioria dos pacientes do tipo 2, a doença progride gradativamente. Sendo assim, logo após o diagnóstico, é possível controlá-la com exercícios físicos, cardápio alimentar equilibrado e medicamentos. Mas, com o passar do tempo, é normal que o organismo produza menos insulina.

Sendo assim, a necessidade de usar o tratamento à base de insulina para controlar a glicose no sangue não é ruim, mas, sim, normal, além de esperado pela comunidade médica.

3. O ato de comer doce demais pode levar ao desenvolvimento da doença

Mito. Para ter a doença, é necessário ter predisposição genética associada a outras condições, tais como sedentarismo, obesidade e outros fatores de risco. Sendo assim, apenas consumir doces não leva ao desenvolvimento da patologia. Quem a tem, por outro lado, deve controlar o consumo dos mesmos.

4. Diabéticos têm mais resfriados e gripes

Mito. Mas essas condições podem dificultar o controle da doença e até levar a complicações. Dessa forma, é altamente recomendado que os pacientes tomem a vacina contra a gripe.

5. Os sintomas são facilmente identificados

Mito. É normal, inclusive, que os sinais da presença da doença variem bastante de paciente para paciente. Portanto, apenas a realização de exames de rotina de sangue poderá diagnosticar a doença com precisão.

6. Pode ser curada

Mito. Essa é uma doença sem cura e que pode implicar complicações sérias se não controlada. No entanto, existem alguma evidência que cirurgia bariátrica ou dieta extremamente hipocalórica podem reverter o diabetes tipo 2.

 

7. Pacientes com a doença só podem praticar atividades físicas leves

Verdade. Os pacientes devem, sim, ser orientados a praticar exercícios, mas leves – de modo a evitar a hipoglicemia, quando o gasto calórico é mais alto que a própria reposição nutricional após o treino. O recomendado, ainda, é que os exercícios e cardápios sejam acompanhados por profissionais devidamente qualificados.

Agora você já sabe em que pode – ou não – confiar quando o assunto é diabetes.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

Posted by Dra. Adriana Pessoa in Diabetes, Todos