menopausa

Conheça os principais sintomas da menopausa

Conheça os principais sintomas da menopausa

Menopausa é o nome dado à última menstruação, que ocorre, em geral, entre os 45 e os 55 anos, devido à interrupção da produção dos hormônios femininos pelos ovários. Quando ocorre por volta dos 40 anos, é chamada de menopausa precoce ou prematura.

É importante ressaltar que a principal característica da menopausa é a parada da menstruação. Por isso, ela não deve ser confundida com o climatério, que é o período de transição do período reprodutivo, ou fértil, para o não reprodutivo na vida da mulher. Dessa forma, a menopausa é um fato que ocorre durante o climatério. No climatério há uma diminuição das funções ovarianas, fazendo com que os ciclos menstruais se tornem irregulares, até cessarem por completo.

O diagnóstico da menopausa só pode ser feito depois que a mulher passou doze meses sem menstruar. Já o diagnóstico do climatério pode ser feito com base nos sintomas, exame clínico e alguns exames laboratoriais de sangue. 

Sintomas da menopausa

A maioria das mulheres começam a apresentar os sintomas da menopausa já no início do climatério, que aumentam com a diminuição progressiva das concentrações de hormônios femininos.

Entre os principais sintomas da menopausa estão:

  • Sintomas vasomotores: mais conhecidos como ondas de calor ou fogachos, ele causa momentos súbitos de sensação de calor no rosto, pescoço e parte superior do tronco, que podem vir acompanhados de sudorese, palpitações cardíacas, vertigens e fadiga muscular. Esse sintoma atinge 80% das mulheres na menopausa;
  • Síndrome geniturinária (SGM): caracterizado por alterações na vulva, vagina, uretra e bexiga, ressecamento vaginal, dor à penetração e diminuição da libido;
  • Irregularidades no ciclo menstrual: irregularidades dos ciclos menstruais e na quantidade de fluxo sanguíneo;
  • Alterações no corpo: é possível que a falta do hormônio cause a diminuição do brilho da pele, deixe as unhas mais quebradiças e favoreça a concentração de gordura na barriga;
  • Sintomas urogenitais: algumas mulheres relatam dificuldade para esvaziar a bexiga, dor para urinar, incontinência urinária e infecções frequentes;
  • Irritabilidade ou depressão: o estrogênio está associado a sentimentos de bem-estar e autoestima. Sua diminuição no organismo pode levar ao aumento de momentos de irritabilidade, choro descontrolado, depressão, distúrbios de ansiedade, perda de memória e insônia;
  • Osteoporose: devido à ausência de estrogênio, após a menopausa, a mulher pode sofrer de osteoporose, doença que causa enfraquecimento ósseo;
  • Risco aumentado de doenças cardiovasculares: a doença coronariana é a principal causa de morte depois da menopausa.

Tratamentos para a menopausa

O principal tratamento para a menopausa é a terapia hormonal. Esta consiste na reposição dos hormônios estrogênio e progesterona por meio de medicamentos. Seu principal objetivo é melhorar a qualidade de vida da mulher. Porém, existem contraindicações que devem ser avaliadas, tais como o risco de doenças cardiovasculares, trombose, câncer de mama e de endométrio, distúrbios hepáticos e sangramento vaginal de origem desconhecida.

Por isso, é importante conversar com o seu médico. Sendo essencial avaliar os aspectos positivos e negativos, de acordo com o seu quadro. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa. Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

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O que é a menopausa?

O que é a menopausa?

A menopausa é um período temido na vida da mulher devido aos sintomas característicos da fase. É marcada pelo fim do período fértil, quando a mulher deixa, definitivamente, de menstruar.

Esse fenômeno, que é plenamente natural. Tende a acontecer entre os 45 e os 50 anos, motivado pela interrupção da produção de estrógenos pelos ovários.

Menopausa ou climatério

É muito comum a confusão que acontece entre a menopausa e o climatério. Talvez porque as duas sejam parte do mesmo processo, que é o fim da fase fértil da mulher.

No entanto, o climatério é a fase de transição. Dessa forma, ocorre a redução gradativa da produção dos hormônios sexuais femininos. Durante este processo, é comum que os ciclos menstruais fiquem irregulares, havendo maior espaço entre as menstruações.

Na medida em que essa produção hormonal vai se reduzindo, começam a surgir os sintomas que caracterizam ambas as condições. Entre eles podemos citar:  alterações de humor, dores de cabeça, calor excessivo e redução da libido, entre outros.

Com o avanço do processo, pode ocorrer uma atrofia urogenital, caracterizada pelo estreitamento e ressecamento da mucosa que envolve a vagina. Este fato explica a causa de muitas mulheres sentirem dor durante as relações sexuais.

Há também maior vulnerabilidade para doenças cardiovasculares. Pois o estrogênio, hormônio sexual feminino, protege os vasos sanguíneos e o coração das mulheres. Além disso, há propensão maior à ocorrência de osteoporose.

Como proceder para aliviar os sintomas da menopausa

A abordagem médica desse momento da vida da mulher precisa ser individualizada. Cada paciente possui uma condição particular, decorrente do histórico clínico, hábitos e intensidade dos sintomas.

Em muitos casos, quando os sintomas se apresentam de forma mais dramática, o médico pode indicar a reposição hormonal, mas esse tratamento está condicionado por outras variáveis médicas, principalmente o histórico de câncer de mama e de endométrio.

A melhor forma de combater as condições decorrentes dessa fase da vida é se preparar para ela. A tendência é que mulheres que adotam uma cultura de cuidados com a saúde e com o corpo atravessem essa fase com mais tranquilidade. Logo, recomenda-se que desde cedo a mulher adote o hábito de praticar exercícios físicos e tenha alimentação natural, balanceada, livre de alimentos industrializados ou excesso de calorias.

A alimentação rica em cálcio ajuda a evitar os efeitos da osteoporose, prevenindo fraturas ósseas. Por outro lado, o cigarro deve ser abandonado.

Outras características da menopausa

Além dos sintomas já abordados, como o ressecamento vaginal, as alterações de humor, a redução da libido, a alteração e posterior supressão dos ciclos menstruais, há outros sinais presentes nesse período e que a mulher pode experimentar sintomas. 

Dentre eles estão suores noturnos, dificuldade para dormir, problemas de depressão e autoestima, ganho de peso, pele ressecada com perda de elasticidade, cabelos mais finos, redução do tamanho e perda de firmeza dos seios, calafrios, incontinência urinária, fadiga e perda de memória.

A boa notícia é que esses sintomas não estão presentes em todos os casos de climatério e menopausa. Muitas mulheres vivenciam esse período sem maiores problemas. Portanto, viva uma vida saudável: diga não ao sedentarismo e visite o médico regularmente. Prepare-se para continuar vivendo com qualidade.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

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Tudo o que você precisa saber sobre a menopausa

Tudo o que você precisa saber sobre a menopausa

A menopausa é o momento da vida da mulher marcado pelo término da menstruação. É um processo longo e gradual associado a uma diminuição dos hormônios estrogênio e  progesterona, responsáveis pelos ciclos menstruais e pela fertilidade da mulher. Os indícios aparecem entre 45 aos 55 anos e a intensidade dos seus sintomas varia de acordo com cada organismo.

É importante diferenciar a menopausa do climatério. Esse é o período de transição em que a mulher deixa a fase reprodutiva para a fase de pós-menopausa havendo uma diminuição das funções ovarianas, provocando ciclos menstruais irregulares até cessar.

Assim, a menopausa é um fato que ocorre durante o climatério e possui três estágios, o primeiro chamado de pré-menopausa caracteriza-se pela redução na produção de hormônios, dura em média 7 anos e é assintomática.

Portanto, quando os sintomas começam a aparecer, inicia-se o segundo estágio chamado de perimenopausa. Nesta fase, a mulher é acometida pela irregularidade menstrual, seguida de calores e alterações no sono e humor.  Esta etapa termina quando se completa um ano sem menstruação e dando início ao último estágio chamado de pós-menopausa.

A pós menopausa permanece até o final da vida e é comum ocorrer a atrofia vaginal, causando secura no órgão e dores durante as relações sexuais podendo ainda estar associada a osteoporose e à doenças cardiovasculares.

Sintomas

Certamente algumas alterações no corpo feminino indicam o início da menopausa: intensidade ou duração do fluxo menstrual, ganho de peso pela redução do metabolismo (leia também Menopausa e aumento do peso), aumento do nível do colesterol e alteração da pressão arterial.

Além dos sintomas já citado, podem aparecer outros como:

  •      ausência da menstruação;
  •      ondas de calor;
  •      suores noturnos;
  •      insônia;
  •      diminuição da libido;
  •      déficit da atenção e memória;
  •      dores nas articulações;
  •    depressão.

Diagnóstico

Não há uma data certa para ocorrer. O diagnóstico é clínico e constatado quando a mulher, na faixa etária compatível, relata escassez da menstruação ou o seu término.

Em alguns casos, é realizado testes para verificar as variações na concentração dos hormônios, como progesterona, estrogênio e FSH e exames complementares tais como mamografia, ultrassonografia, papanicolau, ultrassom transvaginal e exames de sangue.

Tratamento da menopausa

Por ser um processo natural no corpo feminino nem sempre exige tratamento. Porém, pode-se amenizar os sintomas incômodos para melhorar a qualidade de vida da mulher.

Diferentes opções de tratamento são utilizados para minimizar os sintomas, entre as opções destacamos:

  •      terapia hormonal;
  •      aplicação de estrogênio;
  •      medicamentos não hormonais.

O climatério e a menopausa não são doenças! São episódios naturais do ciclo de vida e nem todas apresentarão sintomas iguais durante o período. Há que identificar em qual etapa se encontra e qual sintoma apresenta para indicar o melhor tratamento. O endocrinologista é o especialista responsável por acompanhar a variação hormonal do corpo e lhe indicar o melhor tratamento.

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Menopausa e Aumento do Peso

Menopausa e Aumento do Peso

Uma das questões mais incômodas (para não dizer desesperadora) na vida da mulher que está passando pelo período do climatério/menopausa é o aumento do peso. Principalmente na região do abdome.

Esta preocupação é real e está relacionada a este momento em que ocorrem alterações no ciclo até a parada definitiva da menstruação. De forma fisiológica este fenômeno pode acontecer após os 40 anos, sendo que a idade média é 51,4 anos.

Perimenopausa/ Menopausa

A transição entre a idade fértil e a cessação definitiva de ciclos menstruais é denominada perimenopausa (ou climatério) e ocorre geralmente 4 anos antes da menopausa, a qual é a última menstruação da mulher. Esse período é permeado de sintomas que alteram a qualidade de vida.

A flutuação hormonal pode causar labilidade emocional, fogachos (os calores que surgem repentinamente), alteração do sono, secura vaginal, fragilidade óssea e mudança no perfil lipídico.

Aproximadamente 80% das mulheres apresentam sintomas como fogachos, mas apenas 20 a 30% procuram tratamento adequado1.

Aumento do Peso: consequência hormonal ou da idade?

Diversos pesquisadores já tentaram responder a questão se o aumento do peso está relacionado ao envelhecimento normal ou à menopausa. Um consenso é que com a idade há um acúmulo de 0.5 kg por ano, independente da alteração hormonal2.

No entanto, outras evidências científicas demonstraram que mulheres após a menopausa apresentam um aumento da cintura abdominal, assim como elevação da gordura corporal3,4.

Por que muitas mulheres ganham peso após a menopausa?

O motivo exato deste fenômeno ainda não foi bem definido. No entanto alguns fatores podem influenciar o aumento do peso nesta etapa da vida da mulher.

Diminuição do estrógeno

O hormônio sexual estrógeno desempenha uma função fundamental no metabolismo feminino5. Ele atua no músculo, fígado, células pancreáticas produtoras de insulina. Um dos seus efeitos sobre o tecido gorduroso consiste em prevenir o acúmulo de gordura e inflamação.

Quando a mulher entra no período da perimenopausa ocorre diminuição dos níveis de estrógenos. Consequentemente, há alteração da homeostase energética (equilíbrio metabólico) acarretando aumento da deposição de gordura abdominal.

O receptor estrogênico também está alterado em mulheres na pós menopausa, contribuindo para o aumento da fome e diminuição do metabolismo.

Alterações dos hormônios da fome relacionados com diminuição do estrógeno

Um estudo6 realizado nos EUA, comparou os níveis de alguns hormônios da fome e saciedade em mulheres na menopausa com mulheres em idade fértil.

Os pesquisadores observaram que no período da perimenopausa apresentaram elevação da grelina (hormônio da fome). E diminuição da adiponectina (proteína que melhora a ação da insulina, prevenindo diabetes tipo 2).

 Diminuição da prática de atividade física

Outro fator que pode contribuir para o aumento de peso na menopausa é a diminuição do gasto energético. Um estudo7 realizado em Oxford comparou mulheres com idade entre 35 e 45 anos (na pré menopausa) com mulheres de 55 a 65 anos (na pós menopausa).

Foi observado que as mulheres do segundo grupo apresentaram uma taxa de gasto energético menor. Refletindo menor prática de exercícios.

Aumento do peso pode piorar os sintomas da menopausa?

Está comprovado8 que mulheres obesas (com índice de massa corporal acima de 30kg/m2) podem apresentar agravamento dos sintomas típicos da menopausa.

Além de contribuir com piora da qualidade de vida o excesso de peso neste período pode acarretar maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares9.

Quais medidas podem contribuir para reverter o aumento do peso e risco metabólico na Menopausa?

Exercício físico

Se existe um antídoto para este problema, um dos principais ingredientes é a prática de atividade física.

As mulheres que praticam exercícios regulares10 apresentam um menor IMC. Elas também sofreram menos de doenças cardiovasculares, diabetes, pressão alta e colesterol elevado.

Outra revisão11 publica em abril de 2018, validou a importância do exercício para melhora do peso nas mulheres na menopausa. Todos os tipos de atividade foram benéficos.

Terapia Hormonal

Recentemente novos estudos sobre o uso da Terapia Hormonal (reposição hormonal) sanaram algumas dúvidas sobre o uso de hormônios e as implicações no peso das mulheres na pós menopausa.

Em maio de 2018 foi publicado um artigo12 na revista médica JCEM, no qual os pesquisadores analisaram 1500 mulheres com idade entre 50 e 80 anos.

As participantes foram avaliadas quanto ao uso prévio ou atual da terapia hormonal. Em seguida, submetidas a densitometria de corpo inteiro (avaliação de composição corporal).

O resultado final foi uma diminuição significativa da gordura visceral e do IMC nas participantes que receberam T. H.

Embora os resultados tenham sido promissores, a opção de Terapia Hormonal deve ser individualizada. Conversar com seu médico ‘e fundamental, pois nem todas as mulheres estão aptas a receber este tipo de tratamento.

Melhora da alimentação

A reeducação alimentar pode ser considerada outro pilar na perda e manutenção do peso, principalmente para mulheres que se encontram no período do climatério e menopausa.

Um estudo13 publicado em 2018 na revista médica Menopause comprovou que a alimentação aliada à atividade física foi eficaz em reduzir o peso das mulheres nesta época da vida.

Alimentação saudável14 (rica em frutas, verduras, grãos integrais, carnes magras, nozes e castanhas) é comprovadamente eficaz. No entanto, uma escolha alimentar rica em produtos industrializados pode piorar o quadro e favorecer o ganho peso.

 

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Referências

1. The relationship of longitudinal change in reproductive hormones and vasomotor symptoms during the menopausal transition

2. Physical activity and changes in weight and waist circumference in midlife women: findings from the Study of Women’s Health Across the Nation 

3. The effect of the menopausal transition on body composition and cardiometabolic risk factors: a Montreal-Ottawa New Emerging Team group study

4. The Study of Women’s Health Across the Nation (SWAN)

5. The Role of Estrogens in Control of Energy Balance and Glucose Homeostasis 

6. Change in adipocytokines and ghrelin with menopause

7. Lower resting and total energy expenditure in postmenopausal compared with premenopausal women matched for abdominal obesity

8. Obesity associates with vasomotor symptoms in postmenopause but with physical symptoms in perimenopause: a cross-sectiona

9. Excess fat in the abdomen but not general obesity is associated with poorer metabolic and cardiovascular health in premenopausal and postmenopausal Asian women.

10.  Progression From Metabolically Benign to At-Risk Obesity in Perimenopausal Women: A Longitudinal Analysis of Study of Women Across the Nation (SWAN)

11.  Exercises improve body composition, cardiovascular risk factors and bone mineral density for menopausal women: A systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials.

12.  Menopausal Hormone Therapy Is Associated With Reduced Total and Visceral Adiposity: The OsteoLaus Cohort 

13.  Effects of dietary and exercise intervention on weight loss and body composition in obese postmenopausal women: a systematic review and meta-analysis

14.  Dietary patterns, Mediterranean diet and obesity in postmenopausal women

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