síndrome metabólica

Síndrome metabolica, o que é?

Cintura larga, colesterol alterado, pressão alta e açúcar no sangue elevado. Todos esses sintomas são característicos da síndrome metabólica, um quadro relacionado a alterações no metabolismo e que são fatores de risco para várias doenças cardiovasculares. Você sabe quais são esses fatores? Conhece as alternativas de tratamento? Então, continue a leitura do post. A seguir, explicaremos tudo sobre o assunto.

O que é síndrome metabólica?

Trata-se de um termo cunhado para descrever diversos fatores de risco metabólicos que podem surgir em uma pessoa e torná-la mais propensa a desenvolver doenças cardíacas, derrames e diabetes. Ainda, também conhecida como síndrome X, se refere a um grupo de alterações que, quando desenvolvidas, aumentam os riscos de ataques cardíacos, derrames cerebrais, diabetes, entre outras doenças. Assim, em função da manifestação dessas outras patologias, a síndrome metabólica está relacionada a uma mortalidade duas vezes maior que na população normal.

Como é causada?

Em nosso organismo, encontramos diversos tipos de hormônios que desempenham papéis vitais para o corpo. Um deles é a insulina, responsável por retirar a glicose do sangue e direcioná-las para nossas células, metabolizar as gorduras e várias outras ações. Quando há uma resistência à insulina, essas funções não são realizadas com eficácia, o que provoca as manifestações relacionadas à síndrome metabólica. Em consequência dessa ineficiência, há um aumento na produção desse hormônio, fazendo com que se acumule no sangue. Ademais, o desenvolvimento dessa resistência tem relação direta com o aumento de peso causado por uma má alimentação e pelo sedentarismo. Além disso, outros fatores contribuem para o seu aparecimento.

Quais são os fatores de risco?

De acordo com critérios brasileiros, a síndrome metabólica é diagnosticada quando são constatados a presença de três dos cinco critérios abaixo:
        • pressão arterial sistólica maior ou igual a 130 mmHg, ou pressão diastólica maior, ou igual a 85 mmHg, ou em tratamento (13/8);
        • intolerância à glicose, que se caracteriza por glicemia (em jejum) na faixa de 100 a 125, ou por glicemia entre 140 e 200 após a aplicação de glicose;
        • triglicerídeos elevado, sendo igual ou superior a 150 mg/dl;
        • taxa de colesterol bom (HDL) menor que 40 mg/dl em homens ou menor que 50 mg/dl em mulheres;
        • obesidade central ou abdominal, sendo circunferência masculina maior que 102 cm ou feminina maior que 88 cm.
Além disso, a síndrome metabólica é mais comum em africanos, hispânicos, asiáticos e americanos nativos. As pessoas sedentárias que estão acima do peso, com nível elevado de gordura no sangue, pressão alta e possuem histórico de diabetes, possuem mais riscos.

Como é o tratamento da síndrome metabólica?

O tratamento é baseado na mudança do estilo de vida. A primeira ação a ser realizada é a mudança na dieta do paciente, eliminando alimentos ricos em carboidratos e gorduras saturadas, preferindo frutas, legumes, verduras, carnes magras e alimentos ricos em fibra. Ademais, o paciente precisa praticar atividades físicas regulares para perder peso. Ainda, o uso de cigarro e o consumo de álcool deve ser, pelo menos, reduzido drasticamente. Em alguns casos, podem ser prescritos medicamentos que variam de acordo com os fatores de risco do paciente. Os mais comuns são:
  • antidiabéticos para auxiliar no emagrecimento e na prevenção do diabetes;
  • estatinas para melhorar o nível de colesterol;
  • anti-hipertensivos que melhoram a pressão arterial.
Assim, pessoas com síndrome metabólica precisam modificar os seus hábitos, o que nem sempre é fácil. Por isso, existem recomenda-se a participação em grupos de autoajuda e/ou terapia. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!
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