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Vacina contra Obesidade

Vacina contra Obesidade

De acordo com Organização Mundial de Saúde, um em cada 5 adultos no mundo está acima do peso. As razões para tal acontecimento são diversas. Porém, a comunidade científica não descansa enquanto não encontrar a solução, uma vez que a obesidade pode ser associada a doenças cardiovasculares, diabetes e câncer.
A novidade no combate à obesidade aborda uma linha completamente diferente dos tratamentos atuais: vacinas. No plural, pois existem mais de uma vertente sendo estudada. A vacina pode ser terapêutica ao reprogramar o sistema imunológico a combater uma condição pré-existente no organismo (no caso o excesso de peso).

· Vacina Anti-Grelina¹

O hormônio que estimula o apetite encontra-se baixo nos pacientes obesos. Porém quando existe uma diminuição de peso importante (seja por dieta, medicamento ou exercício), os níveis de grelina elevam-se. Resultado, a fome aumenta assim como a ingestão calórica. A vacina Anti-Grelina, desenvolvida na Universidade do Porto em Portugal, atua estimulando o sistema imunológico a desenvolver anticorpos contra este hormônio, diminuindo sua atividade orexígena.

· Somatovac

Desenvolvida por Braasch Biotech² a vacina Somatovac estimula a criação de anticorpos contra a somatostatina, um hormônio que limita a produção endógena (do próprio corpo) do GH, o hormônio de crescimento. Os animais tratados (vacas, ratos e até cachorros) com este medicamento apresentaram um aumento de músculo e diminuição da gordura. O GH permaneceu aumentado por duas semanas, voltando ao nível normal após este período, o que demonstra uma certa segurança do uso da Somatovac.

· Vacina contra Adenovírus

Está comprovado cientificamente: o adenovírus (Ad5, Ad36, Ad37) causa obesidade. Atualmente é importante vacinar as crianças para prevenir a doença.
Embora os resultados sejam promissores, o ideal é combinar este tipo de tratamento com alimentação balanceada e exercício físico.

Ainda precisaremos esperar alguns anos para que estas novas armas terapêuticas cheguem às farmácias e consultórios médicos. Porém o mais importante é que existe pesquisa e o futuro parace promissor.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo.

  1. ICBAS Press
  2. Braasch Biotech
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Gestação e Alterações Hormonais

Gestação e Alterações Hormonais

A gestante passa por uma mudança hormonal drástica. A produção dos hormônios existentes adapta-se¹ à nova fase e outros hormônios, específicos da gravidez, passam a ser produzidos.

Progesterona e mudança de vida da Gestante  

O primeiro trimestre você começa a sentir as modificações no organismo causadas pelo aumento drástico da progesterona e estrogênio.
A progesterona é responsável pela manutenção da gestação no primeiro trimestre. Com a elevação desse hormônio há um aumento do fluxo sanguíneo para o útero, criando um ambiente favorável para o embrião.

Além dessa função a progesterona também acarreta mudanças no cérebro e corpo da gestante. Ocorre um relaxamento muscular e consequentemente uma diminuição na atividade motora fina (fica mais difícil colocar a linha no orifício da agulha), agindo como um potente sedativo.

A progesterona é responsável pela fadiga que a gestante sente, alterações de humor, esquecimento ocasional e obstipação intestinal. Ao longo da gestação o cérebro adquire tolerância aos altos níveis do hormônio.

Estradiol 

Já o estradiol é fundamental para a formação do cérebro do bebê. Esse hormônio promove o crescimento e desenvolvimento dos neurônios. Outra função constitui a dilatação dos vasos sanguíneos aumentando o aporte de nutrientes para o feto. Na mãe, o estradiol causa maior estado de alerta, maior clareza de idéias e sensibiliza os sentidos do olfato e paladar.

HCG

A gonadotrofina coriônica humana (HCG) encontra-se elevada no primeiro trimestre da gestação. A sua função consiste em manter o corpo lúteo (corpo formado por uma deposição de lipídio no folículo do qual saiu o ovócito secundário para a ovulação), o qual produz progesterona e estrógeno. Um efeito desagradável provocado pelo HCG é o enjôo matinal. A boa notícia é que a partir da 12ª semana esse sintoma é amenizado.

Aldosterona

A aldosterona, hormônio responsável pela retenção de líquidos, também encontra-se aumentada na gestação. Durante o período gestacional o volume de sangue no corpo da mulher aumenta 50%, para transportar melhor os nutrientes e manter as necessidades crescentes da gestação. O efeito colateral da aldosterona é o edema principalmente nas mãos e pés.

Cortisol

O cortisol , o velho conhecido hormônio do estresse, eleva-se a partir da 20ª semana. Mas ao contrário da sua fama, um aumento do cortisol é benéfico nesse período, aumentando as forças e energia no corpo da futura mãe, além de preparar o bebê para o parto.

Durante a gestação também ocorrem modificações importante na concentração de outros hormônios. A insulina, responsável pela entrada de açúcar na célula, encontra-se aumentada para proporcionar maior aporte nutricional para o bebê. A elevação desse hormônio pode predispor a diabetes gestacional, portanto é mandatório que a mulher se alimente na medida certa – procure seu médico. Outro hormônio fundamental para o bom desenvolvimento do feto constitui o hormônio tireoidiano. O seu médico sempre deve pedir exames de perfil da tireóide.

A gestação é um período de mudanças e realizações. Entender sobre as alterações que ocorrem no seu corpo é fundamental para aproveitar melhor cada momento de gerar uma nova vida.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo.

  1. Physiologic and pharmacokinetic changes in pregnancy
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Cansaço Crônico

Cansaço Crônico

Você, com certeza, já se sentiu exausto, desanimado e sem vontade de sair da cama pela manhã. E, provavelmente esta sensação passou após um período de férias ou descanso. Porém, se durou mais do que esperado (do ponto de vista médico seis meses) o cansaço crônico deve ser investigado e tratado para melhorar a sua qualidade de vida.

Quando devo me preocupar?

A fadiga é extremamente freqüente no consultório médico e corresponde a 20% das queixas. Caso você não tenha uma justificativa importante (como trabalho em excesso, filhos pequenos que demandam muita atenção) para o cansaço crônico e a situação se estende por meses, o ideal é procurar ajuda médica.

Diversas doenças podem cursar com cansaço, entre elas enfermidades neurológicas, psiquiátricas e endocrinológicas.

O cansaço também pode decorrer de uso de medicações como antidepressivos, betabloqueadores (usados por quem é portador de pressão alta), ansiolíticos, medicamentos que previnem a calvice entre outros. Importante nunca tomar medicamento sem o conhecimento de seu médico, isto pode prejudicar muito a sua saúde.

Pricipais doenças Endocrinológicas que causam Cansaço
Hipotireoidismo

O hipotireoidismo é uma doença que atinge principalmente as mulheres e se caracteriza pela diminuição da produção dos hormônios da tireoide. Normalmente há um aumento acima do normal do TSH (hormônio tireoide estimulante) e diminuição do T4 livre. Pode estar associado a aumento dos anticorpos anti tireoide. Alguns estudos¹ americanos estimam um prevalência de até 4% na população.

Os principais sintomas além do cansaço são: intolerância ao frio, falta de ar, aumento do peso, constipação intestinal, lentificação do raciocínio, sonolência excessiva

Hipertireoidismo

O hipertireoidismo é decorrente do excesso do hormônio tireoidiano.

Há um estado de hipermetabolismo; a hiperatividade acarreta em fadiga profunda.

Outras manifestações clínicas são: nervosismo, insônia, emagrecimento, palpitação, intolerância ao calor, pele quente e úmida, diarréias e distúrbios menstruais

Hiperparatireoidismo

O hiperparatireoidismo é causado pelo excesso de paratormônio (PTH), o qual é produzido pelas glândulas paratireóides.

O PTH é responsável pelo equilíbrio do cálcio no organismo. A elevação desse hormônio provoca aumento de cálcio na circulação sanguínea causando o desgaste ósseo (osteopenia/osteoporose).

Geralmente, o paciente é assintomático, mas pode apresentar quadro de fadiga, irritabilidade, depressão e insônia

Insuficiência Adrenal 

Na insuficiência adrenal o sintoma de fadiga e fraqueza generalizada está presente em aproximadamente 100% dos casos. No entanto o caso é mais drástico e grave do que o cansaço habitual.

Há uma deficiência do hormônio cortisol, que apesar de extremamente danoso quando em excesso, é essencial para a manutenção da vida.

Os sintomas associados são pressão muito baixa (hipotensão), dor abdominal, náusea e diarréia, hipoglicemia.

Embora atualmente exista uma discussão sobre o tema fadiga adrenal², este não é reconhecido pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia nem pela Endocrine Society. O uso de corticoides por pessoas que não tem insuficiência adrenal pode ser perigoso e danificar a sua saúde. 

Síndrome de Cushing

Na Síndrome de Cushing há um excesso de cortisol (hormônio do estresse).
O paciente além de cansaço apresenta fraqueza muscular, caracterizada por dificuldade de levantar os braços e subir escadas, obesidade abdominal, face arredondada, estrias violáceas na região do abdome, pressão alta, entre outras manifestações.
A causa mais comum desta enfermidade é o uso de corticoides. 

Deficiência de Hormônio Masculino

A diminuição dos hormônios masculinos (andrógenos) denomina-se Hipoandrogenismo, e está associada à diminuição de força muscular e fadiga. Há muitas causas de deficiência de testosterona.

Quando a doença ocorre depois da puberdade os sintomas mais comuns incluem cansaço, diminuição da libido, impotência, diminuição dos pêlos e da força muscular.

Deficiência de Vitamina D e Cansaço 

A Vitamina D consiste em um hormônio esteroidal produzido através da pele (com exposição solar) fígado e rim. A sua ação mais conhecida é absorver o cálcio da dieta.

Porém, atualmente já se sabe que diversos outros tecidos como cérebro, próstata, mama, intestino entre outros, possuem receptores para esse hormônio. A deficiência de vitamina D cursa com fadiga³, dores nas articulações, dores musculares, obesidade, diabetes, alteração do sono e memória entre outros.

Todas as enfermidades listadas possuem tratamento. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo.

  1. Serum TSH, T(4), and thyroid antibodies in the United States population (1988 to 1994): National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES III)
  2. NOTA DE ESCLARECIMENTO SOBRE “FADIGA ADRENAL”
  3. Vitamin D status in patients with musculoskeletal pain, fatigue and headache: A cross-sectional descriptive study in a multi-ethnic general practice in Norway
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Paixão: química dos hormônios

Paixão: química dos hormônios

A grande maioria das pessoas (esperamos!) já experimentou a sensação de estar apaixonado. Coração acelerado, vontade incontrolável de estar com o outro, ações irracionais são alguns dos sinais mais comuns que apresentamos quando a paixão se instala. Mas será que você sabia que todas essas alterações são conseqüência da presença de hormônios no nosso sistema nervoso central?
 
Apaixonar-se consiste no comportamento mais irracional que o cérebro pode vivenciar tanto para o homem quanto para a mulher. Sabe aquele ato inconsequente que só uma pessoa apaixonada costuma fazer , é um estado involuntário. Do ponto de vista hormonal, a paixão realmente “cega” o indivíduo. Este estado compartilha os mesmos circuitos cerebrais da obsessão, mania, intoxicação, sede e fome. Estes circuitos são primariamente sistemas de motivação, diferentes daqueles relacionados ao sexo, porém há uma interposição entre eles. Ocorre uma intensa atividade cerebral regida pelos hormônios: dopamina, estrógeno, oxitocina e testosterona.

 Como o cérebro é afetado 

As áreas do cérebro que se encontram ativas em uma pessoa apaixonada são as mesmas ativadas pelas drogas ilícitas. A amígdala (área do cérebro responsável pelo sistema de alerta/medo) e córtex cingulado anterior (região responsável pelo pensamento crítico) encontram-se “desligados” quando os circuitos da paixão estão operando a todo vapor. Os clássicos sintomas da paixão são extremamente similares aos efeitos iniciais de drogas como anfetaminas, cocaína, morfina, ecstasy. Estes narcóticos ativam os circuitos de recompensa, causando liberação de substancias químicas similares às do estado de paixão. Casais apaixonados, especialmente nos primeiros seis meses, necessitam da sensação de proximidade física tanto quanto um dependente químico precisa da próxima dose. 

Por que paixão vicia

 Durante períodos de separação, o cérebro sofre literalmente uma síndrome de abstinência, necessitando urgentemente do outro. Apenas atividades como, trocas de carinho, beijos, abraços, orgasmo podem restabelecer os níveis desses hormônios. Uma vez que ocorre novo influxo de dopamina e oxitocina, a ansiedade e o ceticismo são suprimidos e os circuitos da paixão são reforçados.
 
 O contato físico intenso libera principalmente oxitocina¹, que causa uma sensação de confiança no parceiro.  Lembre-se, podemos ficar indefesos em meio a tanto hormônio.
Estudos realizados com pessoas apaixonadas demonstram que este estado dura entre seis a oito meses. Para o nosso próprio bem, pois só dessa forma pode surgir o amor, mas isso é assunto para o próximo capítulo.
 
 
Para saber mais sobre o assunto e como tirar suas dúvidas leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo
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Obesidade: quais as causas

Obesidade: quais as causas

A estimativa da Organização Mundial de Saúde é que nos últimos 28 anos a porcentagem de pessoas obesas no mundo duplicou. Em 2008 o número de indivíduos com sobrepeso era de aproximadamente 1.5 bilhão e 400 milhões portadores de obesidade. Em 2015, estes números alcançaram 2.3 bilhões e 700 milhões, respectivamente.  Qual a causa desta pandemia avassaladora?

A percepção de que esta doença é uma questão comportamental não é totalmente verdadeira. A crença (tanto da população leiga quanto da comunidade médica) de que basta “comer direito e praticar atividade física” para tratar estes pacientes é absolutamente errônea.

Principais Causas – Alimentos

A obesidade pose ser descrita como uma doença na qual existe uma alteração bioquímica no cérebro, promovendo aumento de peso e mudanças secundárias no comportamento para manter o balanço energético. A enfermidade é a consequência de uma série de fatores

  1. Qualidade dos Alimentos: nos últimos 30 anos a qualidade dos alimentos ingeridos pelas pessoas mudou drasticamente. Os produtos industrializados (ricos em sal, açúcar, gordura saturadas e substâncias químicos) que compõem a dieta de grande parte da população causam as seguintes consequências na saúde:
  2. Alteração hormonal: aumento do hormônio insulina, responsável pela entrada do açúcar na célula; quando em excesso a insulina promove resistência ao hormônio leptina, o qual promove saciedade e aumento do gasto energético. Em outras palavras, os alimentos ricos em gordura e açúcar causam alterações hormonais que predispõem o corpo a armazenar gordura e a queimar menos calorias
  3. Alteração Hipotalâmica: estes alimentos tóxicos causam inflamação e morte dos neurônios do hipotálamo, região do cérebro responsável pela saciedade
  4. Alimentos viciantes: está comprovado cientificamente que alimentos ricos em gordura saturada e açúcar agem da mesma forma que drogas (lícitas e ilícitas) causando vício e síndrome de abstinência quando retirados da dieta

 Privação de sono

Dormir pouco pode causar obesidade pelos seguintes motivos:

  1.  Alteração Hormonal: quando há privação de sono ocorre aumento de grelina (hormônio que aumenta a fome) e diminui leptina
  2. Diminuição da atividade física: com o aumento do cansaço físico o corpo tende a poupar energia
  3.  Maior oportunidade para ingerir alimentos

Estresse causa aumento do peso

O cortisol, hormônio liberado em momentos de estresse, quando em excesso causa alterações metabólicas terríveis para o organismo

  1. Alteração hipotalâmica: os estudos mostram que o cortisol mata neurônios que atuam na inibição da ingesta alimentar, alterando a saciedade
  2. Acúmulo de gordura: o cortisol promove acúmulo de gordura na região do abdome (a mais perigosa para a saúde)
  3. Escolha do alimento: outra característica do estresse é a escolha do alimento, que normalmente é rico em gordura e açúcar

     Poluentes ambientais:

Algumas substâncias presentes no nosso meio também contribuem para a deposição de gordura, como é o caso dos bisfenóis.

  1. Bisfenol A

Outros Fatores

Outras alterções do cotidiano como horários desregulados (Zeitgebers e o relógio da vida   e alteração da flora intestinal (Flora intestinal x Obesidade) também contribuem para o aumento do peso.

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Gordura no Fígado

Gordura no Fígado

Você já ouviu falar de excesso de gordura no fígado? A esteatose hepática (nome científico para esta condição) chega a acometer 35% da população mundial. Mas quais as implicações clínicas desta enfermidade?

Atualmente a esteatose hepática é a causa mais comum de doença do fígado, a sua presença está relacionada com obesidade abdominal (na região da cintura), aumento do colesterol (dislipidemia), diabetes mellitus tipo 2 e síndrome metabólica. Sabe-se também que há maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares na vigência de um fígado gorduroso.

Qual a causa?

A causa da esteatose hepática não está completamente elucidada. Provavelmente o excesso de triglicerídeos (gordura) e ácidos graxos livres estão relacionados à resistência insulínica (um dos fatores que desencadeiam o diabetes) e ao estresse oxidativo (radicais livres).

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico pode ser feito através da ultrassonografia de abdome. Outros exames de imagem como tomografia computadorizada ou ressonância magnética também diagnosticam a doença. O padrão ouro, no entanto, é a biópsia do fígado, a qual é feita em situações especiais. Deve-se excluir outras causas de lesão hepática como hepatite causada por vírus, excesso de álcool, hemocromatose.

Quem deve se preocupar?

Pacientes com excesso de gordura no fígado normalmente são assintomáticos; porém, em alguns casos, podem evoluir para hepatite e cirrose. Alguns fatores estão relacionados a progressão da doença como:

  • idade avançada
  • presença de diabetes mellitus
  • elevação das enzimas hepáticas (TGO/TGP)
  •  IMC (índice de massa corporal – peso/altura2) > 28kg/m2
  • presença de fibrose em biópsia de fígado
  •  aumento de obesidade abdominal, triglicerídeos
  • consumo de álcool
  • consume de café está relacionado com menor risco de progressão

Como Tratar

O tratamento inclui:

  •  Perda de peso para pacientes com sobre peso ou obesos e associação de atividade física. Uma metanálise publicada em março de 2017 na Proceedings of Nutrition Society avaliou a eficácia destas intervenções, sendo a associação desta mudança de estilo de vida extremamente benéfica para estas pessoas.
  • Vacinação para Heptite A e B
  • Tratamento dos riscos de doença cardiovascular: controle da glicemia e colesterol (uso de estatinas é seguro em pacientes com estatose hepática)
  •  Tratamento com medicamentos pode ser implementado, sempre individualizando cada caso
  • Evitar consumo de álcool, pois a progressão da doença está relacionado ao abuso de bebidas alcoólicas

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3 Mitos da Perda de Peso

3 Mitos da Perda de Peso

A perda de peso hoje é um dos desejos mais almejados. Eliminar os quilos extras nem sempre é fácil, principalmente quando não existe acompanhamento médico.

Aqui seguem 3 mitos que dificultam este processo:

1)Você deve contar calorias: embora este método possa ser efetivo mas não é necessário para a perda de peso. Um metanálise publicada em 2014 na Obesity Reviews concluiu que contar caloria pode ser efetivo, porém não é condição essencial.A questão é muito mais sobre qualidade do que quantidade

2)Perder peso é uma questão do quanto você come e se exercita: se fosse apenas matemática seria mais fácil. Porém questões como estresse, sono, toxinas ambientais também contribuem para esta equação

3)A dieta da moda vai funcionar pois meu amigo emagreceu com ela: cada organismo reage de uma forma quando a questão é alimentar. Além da qualidade dos alimentos devemos pensar na praticidade de qualquer “dieta” e se ela é capaz de ser mantida a longo prazo

O ideal é pensar em saúde e encarar a perda de peso como consequência de uma vida saudável.

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O Mal dos Adoçantes Artificiais

O Mal dos Adoçantes Artificiais

Pode parecer difícil de acreditar mas o consumo de refrigerante diet é tão nocivo para a saúde quanto a versão normal. Esta foi a conclusão que os pesquisadores da Universidade de Purdue chegaram após revisarem diversos trabalhos científicos¹.

Segundo os autores o uso de adoçantes como  aspartame, sucralose, sacarina está relacionado a maior incidência de aumento de peso excessivo, síndrome metabólica, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

Uma provável explicação, de acordo com a autora Susan Swithers, seria que estas bebidas doces e sem calorias resolveria a vontade do organismo em consumir algo doce; no entanto o efeito é o contrário. O açúcar falso do refrigerante diet engana o cérebro, acarretando um aumento do apetite para compensar este erro. O resultado: você ingere maior quantidade de calorias.

Alterações Metabólicas

Ocorre uma alteração metabólica no organismo de pessoas que consomem alimentos artificialmente adoçados. Fisiologicamente há uma modificação dos hormônios que regulam os níveis de açúcar no sangue (glicemia) e da pressão arterial.

Outro fator demonstrado recentemente foi que o consumo de adoçantes artificiais alteram a flora intestinal. O estudo científico² publicado em 2014 na revista médica Nature explica com detalhes esta correlação.

Portanto, não se engane. Os alimentos e bebidas dietéticas podem fazer mal para sua saúde. A palavra chave é moderação.

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¹(Artificial sweeteners produce the counterintuitive effect of inducing metabolic derangements, publicado em 2013 no Trends in Endocrinology & Metabolism).

²Artificial sweeteners induce glucose intolerance by altering the gut microbiota ,  publicado em 2014 na revista médica Nature

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Colesterol e Risco de Câncer

Colesterol e Risco de Câncer

Se as taxas de colesterol estão acima do valor normal, você deve se preocupar além do risco cardíaco. Os últimos trabalhos científicos demonstraram uma relação entre a dislipidemia (aumento de LDL colesterol e trigliderídeos) e maior risco de alguns tipos de câncer.

Alimentação

Uma alimentação rica em colesterol é um fator de risco importante para o desenvolvimento de câncer de mama. Os estudos feitos em grandes populações concluíram que dobrar a ingestão de colesterol está associado a um aumento de 48% no risco deste tipo de câncer.

Os alimentos ricos em colesterol e que também estão relacionados a outras doenças são principalmente:

  • carne vermelha
  • carnes embutidas:salsicha, linguiça, salames
  • frituras em geral
  • biscoitos e tortas industrializadas
  • leite condensado, achocolatados

Entenda o que acontece

Um estudo¹ publicado em 2014 na Lipids in Health and Disease elucida parcialmente esta questão e comprova uma relação entre aumento LDL e maior agressividade das células do câncer.

Segundo os pesquisadores uma partícula do colesterol promove o crescimento das células das glândulas mamária.

Além do câncer de mama, o  de pulmão também sofre esta mesma alteração.

Uma relação entre câncer de próstata e a dislipidemia foi demonstrada no estudo² publicado na Onco Target em 2017. Pacientes com colesterol aumentado tiveram pior progressão da doença. 

Quem deve se preocupar

Pessoas com familiares próximo com quadro de colesterol alto devem procurar um endocrinologista para descartar a doença.

Tratar e prevenir outras comorbidades é essencial para uma boa qualidade de vida e maior longevidade.

Como é o tratamento

O tratamento deve ser individualizado. Existem algumas medicações que atuam abaixando o LDL (colesterol ruim).

Atividade física pode ser uma aliada, como foi demonstrada em uma metanálise³ publicada na Sports Medicine.

É importante evitar o consumo de alimentos nocivos citados acima.

Prevenir ainda é a melhor solução.

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1)LDL-cholesterol signaling induces breast cancer proliferation and invasion

2)Influence of serum cholesterol level and statin treatment on prostate cancer aggressiveness

3)Differential Effects of Aerobic Exercise, Resistance Training and Combined Exercise Modalities on Cholesterol and the Lipid Profile: Review, Synthesis and Recommendations

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