Dra. Adriana Pessoa

Como um endocrinologista pode melhorar seu desempenho esportivo

Como um endocrinologista pode melhorar seu desempenho esportivo

O médico endocrinologista é um especialista hormonal. Ele atua no tratamento das doenças de tireoide, hipófise, ovários, testículos, pâncreas, adrenal, paratireoide e assim por diante. Além disso, ele é responsável por tratamentos relacionados a baixo peso, obesidade, falta de nutrientes (vitaminas e sais minerais, por exemplo) e gordura no sangue.

O médico endocrinologista esportivo, por sua vez, tem conhecimentos que vão além do metabolismo e hormônios. Entende com profundidade a medicina e fisiologia do esporte, a nutrologia e nutrição esportivas e as bases do treinamento físico. Dessa forma, trabalha diretamente na melhora do desempenho esportivo de atletas.

Confira neste artigo como um médico endocrinologista pode melhorar o seu desempenho nos esportes.

O que um médico endocrinologista pode fazer pelo desempenho esportivo

Quem pratica algum tipo de atividade física, como musculação, por exemplo, sabe que o esforço físico, por si só, não é suficiente para se alcançarem os melhores resultados. Ele deve ser combinado com uma dieta saudável e equilibrada, hidratação e tempo adequado de descanso.

Fatores além do esforço e dedicação do atleta ou praticante também devem ser levados em consideração para a sua evolução. Nesse sentido, as questões hormonais e metabólicas são exploradas e podem ser solucionadas pelos médicos endocrinologistas.

A regulação hormonal é fundamental para o dia a dia dos atletas, sejam amadores ou profissionais. As razões são bem consistentes, uma vez que os hormônios influenciam não apenas na performance atlética do indivíduo, mas também em na diminuição do seu percentual de gordura, construção de músculos, controle do gasto de calorias e outros elementos.

O endocrinologista esportivo atua para melhorar o desempenho do atleta, ao identificar deficiências hormonais no seu organismo, após queixas características. É importante lembrar que cada pessoa tem níveis individuais de produção hormonal, o que influencia diretamente no seu modelo de dieta e no tipo de exercícios que deverá realizar para alcançar seus objetivos.

Doenças da tireoide e performance esportiva

Doenças como hipertireoidismo e hipotireoidismo também podem atrapalhar os resultados de atletas, mesmo seguindo à risca os treinos e plano de alimentação. Em ambos os casos, o trabalho do endocrinologista se torna fundamental, uma vez que hormônios desregulados podem causar complicações sérias de saúde.

De modo geral, o endocrinologista é o médico que identifica qualquer tipo de deficiência hormonal do indivíduo. Por isso, ele pode mudar completamente a rotina de treinos, de alimentação e de suplementação do atleta.

Com esse acompanhamento, o desempenho esportivo do atleta de alta performance será muito mais bem aproveitado.

 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

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O que acontece com o corpo durante a andropausa?

O que acontece com o corpo durante a andropausa?

É provável que qualquer pessoa já tenha ouvido falar na menopausa, que é o período em que os hormônios femininos sofrem queda na sua produção, o que ocorre perto da terceira idade. Assim como a menopausa afeta o público feminino, a andropausa atinge os homens com mais de 60 anos e gera sintomas bem parecidos. Por isso, a andropausa é também conhecida como a menopausa masculina.

O que é a andropausa?

Andropausa é o período em que a produção da testosterona, que é o hormônio sexual masculino, diminui. Apesar de ser comparada à menopausa, ela ocorre com menos intensidade, uma vez que, mesmo com níveis mais baixos, a testosterona permanece dentro da quantidade esperada e o ciclo fértil não é encerrado, como acontece com as mulheres.

Sendo mais comum em homens com 60 anos ou mais, a andropausa também pode acontecer precocemente em homens de 35 a 40 anos de idade. Os primeiros sintomas são as disfunções sexuais, combinadas com os transtornos emocionais.

Além da idade, existem fatores que podem acelerar a andropausa. Veja, a seguir, quais são eles.

Fatores que contribuem para a andropausa

A andropausa não ocorre exclusivamente pela idade. Fatores hereditários e hábitos de vida também podem interferir na queda da produção da testosterona.

A ocorrência da andropausa pode estar relacionada às seguintes causas: perda de massa muscular, síndrome metabólica, obesidade, distúrbios na tireoide, hipertensão, uso de cigarro, consumo excessivo de bebida alcoólica, diabetes tipo 2, estresse, insuficiência renal e ação de medicamentos.

Mudanças durante a andropausa

Para você entender melhor, vamos explicar como a queda de testosterona ocorre, com a chegada da idade.

Quando o homem atinge os 40 anos (pode acontecer antes disso também), a produção de testosterona diminui aproximadamente 1%, por ano. No entanto, ocorrem três tipos de redução no início desse processo.

Primeiramente, há baixa na taxa de testosterona livre, a TL. Ocorre a queda da testosterona relacionada com a albumina e acontece também a redução dos níveis de globulina ligadora de hormônios sexuais, a SHBG.

Essas são as primeiras fases de diminuição na produção de testosterona pelas quais o homem passa. Depois dos 55 anos, ocorre a diminuição gradativa da testosterona total.

Isso significa que, aos 75 anos de idade, o homem tem os níveis do hormônio sexual masculino reduzidos representando 65% da capacidade hormonal de um homem de 25 anos.

Tratamento para andropausa

A grande dúvida dos homens é se existe tratamento para a andropausa. O tratamento indicado varia de acordo com cada caso. Por exemplo, se for é consequência de uma doença específica, é possível reduzir os sintomas, tratando essa doença.

Em alguns casos, pode ser indicada também a reposição hormonal, mas não será resgatada a juventude do indivíduo. Essa reposição oferecerá redução dos sintomas incômodos.

 

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Depressão e Excesso de Peso

Depressão e Excesso de Peso

Tanto a obesidade quanto a depressão são problemas de saúde  significativos. De acordo com estudos recentes, estas enfermidades custam à economia global trilhões de dólares todos os anos.

Pesquisas anteriores observaram que a depressão geralmente aparece em pessoas com sobrepeso ou obesas (1). No entanto, a relação de causa e consequência permanecia uma incógnita no mundo cientifico.

Dessa forma, para obter uma melhor compreensão desse complicado relacionamento, pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, uniram forças com cientistas da University of South Australia. Eles publicaram seus resultados (2)  no International Journal of Epidemiology  em novembro de 2018.

Excesso de peso x Depressão

Conforme o estudo avaliou a questão genética para inspecionar a relação causal entre obesidade e depressão. A equipe queria entender se um índice de massa corporal (IMC) mais alto estava relacionado ao aumento do risco de depressão sem a presença de outras condições de saúde.

Os pesquisadores usaram dados genéticos e médicos de 48.000 pessoas com depressão e compararam com mais de 290.000 controles, tornando-se o maior estudo a abordar essa questão até o momento.

Impacto psicológico para culpar?

No geral, como esperado, um IMC mais alto foi associado a maiores chances de depressão. Essa associação foi mais forte em mulheres que em homens, confirmando descobertas anteriores. Mulheres com um IMC elevado tiveram um aumento de 21% no risco, em comparação com 8% nos homens.

Ao investigar indivíduos com genes predispondo-os à obesidade, mas sem os que os predispõem a condições metabólicas, como o diabetes – referido como um “perfil metabólico favorável” – os pesquisadores poderiam separar o componente psicológico da obesidade.

Em sua análise, eles foram responsáveis ​​por uma série de variáveis ​​que poderiam influenciar os resultados, incluindo posição socioeconômica, consumo de álcool, tabagismo e atividade física.

Eles descobriram que indivíduos com um perfil metabólico favorável tinham a mesma probabilidade de desenvolver depressão do que indivíduos com obesidade que carregavam genes predispondo-os a desenvolver condições metabólicas. Este efeito foi mais pronunciado nas mulheres.

Para confirmar novamente suas descobertas, eles também coletaram dados do Consórcio de Genômica Psiquiátrica. E sua segunda análise retornou resultados semelhantes, acrescentando mais peso às suas conclusões.

Excesso de peso é o vilão?

“Nossa análise genética robusta conclui que o impacto psicológico de ser obeso é susceptível de causar depressão” afirmou o pesquisador Dr. Jess Tyrrell.

Esses resultados fornecem uma visão vital, como explica o Dr. Tyrrell. “Isso é importante para ajudar os esforços direcionados a reduzir a depressão, o que torna muito mais difícil para as pessoas adotarem hábitos de vida saudáveis”.

No entanto, a relação entre obesidade e depressão é complicada e as questões permanecem. Como os autores escrevem, “não excluímos uma possível relação causal bidirecional entre IMC mais alto e depressão. Mais pesquisas são necessárias para explorar o papel causal da depressão no índice de massa corporal e na obesidade”.

Como a depressão e a obesidade podem ter impactos profundos sobre os indivíduos e a sociedade em geral, é provável que a atenção científica continue a olhar para seus elos. Enquanto isso o ideal é manter o peso saudável. Procure um profissional capacitado para auxiliar no tratamento de ambas as enfermidades.

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Referências

  1. Is obesity associated with major depression? Results from the Third National Health and Nutrition Examination Survey
  2. Using genetics to understand the causal influence of higher BMI on depression
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Demência: como prevenir

Demência: como prevenir

Cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo têm demência. Um termo genérico para uma série de condições neurodegenerativas que causam perda de memória. Essas condições podem se tornar graves o suficiente para prejudicar a capacidade de uma pessoa de continuar suas atividades diárias normais.

A forma mais comum de demência é a doença de Alzheimer. Esta enfermidade afeta 5,8 milhões de pessoas nos Estados Unidos, de acordo com a Associação de Alzheimer.

Mesmo que a demência mude a vida de tantas pessoas e suas famílias em todo o mundo, os cientistas ainda não descobriram exatamente o que causa as condições que se enquadram nessa categoria. No entanto, agora temos uma boa ideia de quais fatores de risco podem contribuir para o seu desenvolvimento.

Alguns desses fatores são relacionados ao estilo de vida e, portanto, modificáveis. Sendo assim, com informações adequadas, as pessoas podem aprender como adaptar seu estilo de vida para se tornarem mais saudáveis. Dessa forma, diminuir o risco de desenvolver várias condições de saúde, incluindo a demência.

Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou um novo conjunto de diretrizes que procura aconselhar sobre a melhor forma promover a prevenção da demência.

Essas diretrizes revisam as evidências existentes sobre os fatores de risco relacionados à vida mais significativos para a demência e levam em consideração cada um desses fatores ao emitir recomendações para a prevenção.

Fatores de Risco

A OMS avalia 12 possíveis fatores de risco para demência e oferece conselhos sobre como abordar cada um deles.

Esses possíveis fatores de risco são:

  1. baixos níveis de atividade física,
  2. tabagismo,
  3. má alimentação,
  4. abuso de álcool,
  5. reserva cognitiva insuficiente ou prejudicada (capacidade do cérebro de compensar problemas neurais),
  6. falta de atividade social,
  7. ganho de peso insalubre,
  8. hipertensão,
  9. diabetes,
  10. dislipidemia (níveis de colesterol insalubres),
  11. depressão
  12. perda auditiva.

Os pesquisadores descobriram que há evidências moderadas em apoio à noção de que ser mais ativo fisicamente e seguir uma dieta de estilo mediterrâneo pode ter um papel protetor contra o declínio cognitivo. O mesmo vale para reduzir o consumo de álcool.

Atualmente, não há evidências suficientes de que participar de atividades mais sociais, tomar antidepressivos ou usar aparelhos auditivos pode reduzir o risco de demência. No entanto, a OMS enfatiza que estar envolvido socialmente, tratar adequadamente a depressão e controlar a perda auditiva é, no entanto, importante.

“A existência de fatores de risco potencialmente modificáveis significa que a prevenção da demência é possível através de uma abordagem de saúde pública, incluindo a implementação de intervenções-chave que retardam o declínio cognitivo ou demência”, afirma o documento oficial da OMS, explicando que o plano de ação da organização para melhorar os resultados globais de saúde relaciona o gerenciamento da demência como uma das principais prioridades.

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Referências:

  1. Risk reduction of cognitive decline and dementia

WHO Guidelines https://www.who.int/mental_health/neurology/dementia/guidelines_risk_reduction/en/

 

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O que é a menopausa?

O que é a menopausa?

A menopausa é um período temido na vida da mulher devido aos sintomas característicos da fase. É marcada pelo fim do período fértil, quando a mulher deixa, definitivamente, de menstruar.

Esse fenômeno, que é plenamente natural. Tende a acontecer entre os 45 e os 50 anos, motivado pela interrupção da produção de estrógenos pelos ovários.

Menopausa ou climatério

É muito comum a confusão que acontece entre a menopausa e o climatério. Talvez porque as duas sejam parte do mesmo processo, que é o fim da fase fértil da mulher.

No entanto, o climatério é a fase de transição. Dessa forma, ocorre a redução gradativa da produção dos hormônios sexuais femininos. Durante este processo, é comum que os ciclos menstruais fiquem irregulares, havendo maior espaço entre as menstruações.

Na medida em que essa produção hormonal vai se reduzindo, começam a surgir os sintomas que caracterizam ambas as condições. Entre eles podemos citar:  alterações de humor, dores de cabeça, calor excessivo e redução da libido, entre outros.

Com o avanço do processo, pode ocorrer uma atrofia urogenital, caracterizada pelo estreitamento e ressecamento da mucosa que envolve a vagina. Este fato explica a causa de muitas mulheres sentirem dor durante as relações sexuais.

Há também maior vulnerabilidade para doenças cardiovasculares. Pois o estrogênio, hormônio sexual feminino, protege os vasos sanguíneos e o coração das mulheres. Além disso, há propensão maior à ocorrência de osteoporose.

Como proceder para aliviar os sintomas da menopausa

A abordagem médica desse momento da vida da mulher precisa ser individualizada. Cada paciente possui uma condição particular, decorrente do histórico clínico, hábitos e intensidade dos sintomas.

Em muitos casos, quando os sintomas se apresentam de forma mais dramática, o médico pode indicar a reposição hormonal, mas esse tratamento está condicionado por outras variáveis médicas, principalmente o histórico de câncer de mama e de endométrio.

A melhor forma de combater as condições decorrentes dessa fase da vida é se preparar para ela. A tendência é que mulheres que adotam uma cultura de cuidados com a saúde e com o corpo atravessem essa fase com mais tranquilidade. Logo, recomenda-se que desde cedo a mulher adote o hábito de praticar exercícios físicos e tenha alimentação natural, balanceada, livre de alimentos industrializados ou excesso de calorias.

A alimentação rica em cálcio ajuda a evitar os efeitos da osteoporose, prevenindo fraturas ósseas. Por outro lado, o cigarro deve ser abandonado.

Outras características da menopausa

Além dos sintomas já abordados, como o ressecamento vaginal, as alterações de humor, a redução da libido, a alteração e posterior supressão dos ciclos menstruais, há outros sinais presentes nesse período e que a mulher pode experimentar sintomas. 

Dentre eles estão suores noturnos, dificuldade para dormir, problemas de depressão e autoestima, ganho de peso, pele ressecada com perda de elasticidade, cabelos mais finos, redução do tamanho e perda de firmeza dos seios, calafrios, incontinência urinária, fadiga e perda de memória.

A boa notícia é que esses sintomas não estão presentes em todos os casos de climatério e menopausa. Muitas mulheres vivenciam esse período sem maiores problemas. Portanto, viva uma vida saudável: diga não ao sedentarismo e visite o médico regularmente. Prepare-se para continuar vivendo com qualidade.

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Excesso de prolactina: sintomas, causas e tratamentos

Excesso de prolactina: sintomas, causas e tratamentos

O excesso de prolactina ou hiperprolactinemia afeta a saúde da mulher, causando a infertilidade, a galactorreia (produção de leite materno, sem que haja gravidez), e a amenorreia (irregularidade menstrual). Todavia, nos homens, a produção anormal de prolactina pode levar à infertilidade, disfunção erétil e diminuição da libido sexual. 

Produzida pela hipófise, a prolactina é responsável por regular a produção de leite materno, durante a amamentação. No entanto, fatores fisiológicos, ambientais e farmacológicos podem desregular a   produção desse hormônio, com graves consequências tanto à saúde da mulher como a do homem. 

Principais causas do excesso de prolactina

  1. Causas fisiológicas: disfunção da hipófise, estresse físico e psicológico, gestação, estimulação dos mamilos e a amamentação.
  1. Doenças: hipotireoidismo, excesso de estrógeno, cirrose hepática, doenças renais, tumor na hipófise, adenomas e prolactinomas (tumores benignos que secretam prolactina).
  1. Medicamentos: o uso contínuo de medicamentos psiquiátricos como antidepressivos e ansiolíticos; anticoncepcionais, alguns tipos de anti hipertensivos como metildopa e medicamentos que agem na motilidade intestinal, domperidona e metoclopramide.

Níveis de hiperprolactinemia

  1. Baixo: concentração de 20 mg/ml e 50 mg/ml. Altera a taxa de progesterona no organismo feminino e, consequentemente, o ciclo de ovulação; causa infertilidade.
  1. Médio: concentração acima de 50 mg/ml até 100 mg/ml. Modifica o ciclo menstrual, causando a amenorreia (falta de menstruação) ou oligomenorreia (intervalos acima de 35 dias, entre os ciclos menstruais).
  1. Alto: nível de prolactina superior a 100 mg/ml. Reduz os estrógenos, provoca a secura vaginal, ausência de menstruação (amenorreia) e ondas de calor e osteoporose. Em homens, ocorre perda de massa muscular, redução do desejo sexual, impotência sexual, osteoporose. 

Sintomas do excesso de prolactina

  • Galactorreia: produção de leite materno, fora da gestação;
  • Alteração do ciclo menstrual, com ausência total ou intervalos longos entre os ciclos;
  • Secura vaginal;
  • Ondas de calor na mulher;
  • Homens perdem massa muscular;
  • Redução da libido masculina;
  • Disfunção erétil;

Diagnóstico do excesso de prolactina

Dessa forma, para diagnosticar as causas do excesso de prolactina, o médico analisará o histórico do paciente (doenças preexistentes, uso de remédios psiquiátricos, etc.) e solicitará os exames que medem os níveis de hormônios, tanto os de prolactina como os dos hormônios da tireoide (T3 e T4).Além de testes específicos que avaliam o funcionamento do fígado e do sistema renal. 

Tratamento para o excesso de prolactina

Certamente, o objetivo do tratamento é regularizar o nível de prolactina e eliminar os sintomas da hiperprolactinemia. O resultado dos exames clínicos e laboratoriais indicam as medidas a serem adotadas. Se o problema está relacionado ao efeito colateral de algum medicamento, é necessário substituir o remédio por outro mais seguro. 

Portanto, doenças que causam a hiperprolactinemia devem ser controladas adequadamente. Melhorar a qualidade de vida, com alimentação balanceada e atividades físicas é importante à prevenção do estresse físico e psicológico. A consulta médica periódica pode detectar este e outros problemas de saúde. 

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Síndrome metabólica: o que é e como tratar

Síndrome metabólica: o que é e como tratar

A chamada síndrome metabólica refere-se a um conjunto de enfermidades que, quando combinadas, incrementam os riscos de complicações cardíacas.

Tais doenças são: hipertensão, obesidade – especialmente aquela caracterizada pelo aumento da circunferência abdominal -, alterações nos níveis de glicemia, triglicerídeos e colesterol.

Na sequência, as principais causas e os tratamentos mais indicados para essa condição. Confira!

O que causa a síndrome metabólica?

O quadro tem como causa a resistência à insulina, que é um processo decorrente do ganho peso.  Pode, também, iniciar com diabetes tipo 2. É fundamental conhecer os fatores de risco mais significativos, que levam ao aumento do peso.

Assim sendo, cabe citar uma alimentação com excesso de gorduras saturadas e carboidratos simples, além do sedentarismo, como agravantes. O tabagismo é outro hábito responsável por elevar as chances de problemas cardíacos e demais complicações associadas à síndrome. Da mesma forma, o histórico familiar de disfunções cardíacas deve ser considerado pelo médico.

Quais são os sintomas?

Os sintomas mais recorrentes do distúrbio têm origem nas doenças associadas. São eles:

  • aumento de peso: cansaço, síndrome da apneia do sono, ronco e desconforto nas articulações pela sobrecarga. Pode provocar alterações menstruais e redução da libido nos homens;
  • hipertensão: mal-estar generalizado, dores de cabeça, tonturas e cansaço;
  • colesterol alto: eleva a chance de derrame e enfarto;
  • diabetes e variações de glicemia: perda de peso, muita sede, sensação de boca seca. Tonturas e cansaço são comuns em casos de desenvolvimento lento da condição.

É vital estar sempre atento a esses sinais, que apontam para um comprometimento do metabolismo. Certamente, é necessário procurar um médico para realizar os exames para diagnosticar esta condição.

Mas afinal, existe tratamento para a síndrome?

A boa notícia é que existem, sim, tratamentos eficazes para esta síndrome, bem como para as suas intercorrências. A melhora passa primeiramente pela mudança de hábitos.

Recomenda-se a manutenção de uma dieta balanceada, rica em fibras, proteínas magras, vegetais e frutas. A medida ajuda tanto na prevenção quanto no controle da patologia.

Igualmente imprescindível é a prática regular de atividade física. Isso significa reservar pelo menos 150 minutos por semana para fazer algum tipo de exercício.

Para combater males como diabetes, hipertensão e colesterol alto, em geral é preciso recorrer a medicamentos. Porém, a solução definitiva só se dá com uma rotina saudável. Em casos mais severos, o especialista sugere a cirurgia bariátrica para tratar a obesidade e melhorar indicadores que estejam preocupantes.

Quando se atinge o peso adequado, algumas vezes é possível controlar a pressão alta, as taxas de colesterol/triglicérides e o diabetes, sendo plausível até ficar sem medicamentos. No entanto, essa decisão deve ser tomada apenas com a liberação do especialista.

 

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Tire suas dúvidas sobre osteoporose

Tire suas dúvidas sobre osteoporose

A osteoporose, condição que leva ao enfraquecimento dos ossos, costuma agir de maneira silenciosa. Apesar disso, cerca de 10 milhões de indivíduos são acometidos por ela no Brasil, mesmo que nem todos saibam. Uma a cada três pessoas com idade superior a 50 anos é vítima da doença. A grande maioria só obtém diagnóstico após a primeira lesão/fratura.

Considerando o perigo do diagnóstico tardio da osteoporose, este artigo traz as respostas para as principais dúvidas que você pode ter acerca da doença.

1. Por que a osteoporose é uma doença perigosa?

A osteoporose é uma doença que surge lenta e silenciosamente. Raramente apresenta sinais antes que algo grave se manifeste, como uma lesão ou fratura óssea externa, por exemplo.

Para diagnosticá-la e evitar que passe despercebida, o recomendado é realizar exames preventivos a partir dos 50 anos ou após a menopausa no caso das mulheres.

2. Quais são as causas do seu surgimento?

A ocorrência de osteoporose está diretamente relacionada às taxas do hormônio estrógeno no organismo do indivíduo. Esse hormônio exerce função importantíssima no corpo feminino e também ocorre no masculino, em uma quantidade muito menor. Sendo assim o estrôgeno atua equilibrados os níveis entre ganho e perda de massa óssea.

É comum que a osteoporose se manifeste com maior frequência nas mulheres. Existem também causas secundárias para esta doe:

  • uso de medicamentos como corticoides
  • tabagismo
  • doença celíaca
  • doença inflamatória intestinal
  • hipertiroidismo
  • fibrose cística
  • hiperparatireoidismo
  • depressão
  • osteogênese imperfecta

3. Por que as mulheres são mais atingidas?

Durante a menopausa, que, coincidentemente, também se manifesta após os 50 anos, as taxas do hormônio estrógeno apresentam queda bem significativa.

Desta forma, a diminuição do estrógeno é responsável pelo agravamento da reabsorção óssea por aumento do número de  osteoclastos. Estas, são  células presentes no osso e sua função é retirar o cálcio ósseo, causando seu desgaste. 

4. O que a osteoporose provoca no organismo?

Os ossos são tecidos, assim como o cérebro, coração ou pele. A única diferença é que eles são mais resistentes e duros. São mantidos por meio da constante troca de células velhas por novas. Quando a osteoporose ocorre, esse processo é interrompido e o tecido ósseo passa sofrer deterioração. Certamente, com o osso mais desgastado as chances de fraturas aumentam e todas as suaconsequências. 

5. Quais as estatísticas sobre a doença?

Além dos cerca de 10 milhões de brasileiros que sofrem a doença, outras estatísticas também assustam. Entre as mulheres com idade superior a 50 anos, 1 em cada 3 apresenta a doença.

Quanto aos indivíduos acometidos, 75% só descobrem após a primeira lesão ou fratura séria.

A cada ano, são cerca de 2,4 milhões de fraturas decorrentes da doença. Uma média de 200 mil brasileiros morre em decorrência delas.

6. Onde a doença mais afeta?

A osteoporose pode afetar os ossos do corpo inteiro, apesar de se manifestar com maior frequência no pulso, coluna, colo do fêmur e vértebras.

Muito importante realizar exames específicos para diagnosticar e tratar esta doença silenciosa que pode comprometer sua qualidade de vida. Procure seu médico.

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Queda de Cabelo: o que você precisa saber

Queda de Cabelo: o que você precisa saber

A queda de cabelo é uma queixa frequente. Existem muitos tipos de perdas e doenças relacionadas a esta alteração tão incômoda. Para entendermos melhor o que acontece é necessário conhecer um pouco sobre o ciclo do fio de cabelo.

Vamos tratar aqui apenas de um tipo de queda de cabelo: o eflúvio telógeno. Ou seja, aquela forma mais corriqueira que não envolve doenças cicatriciais do couro cabeludo.

Queda de cabelo: Eflúvio Telógeno

O eflúvio telógeno é uma forma de perda capilar difusa e não-cicatricial que se apresenta como uma perda transitória ou crônica de cabelo. Neste caso, a perda de cabelo ocorre por resultado de uma mudança anormal no ciclo folicular que leva à sua queda prematura .

Uma ampla variedade de fatores tem sido associada à indução do eflúvio telógeno. Exemplos incluem cirurgia de grande porte, doença grave, parto, desnutrição proteica ou calórica, drogas e estresse emocional grave. Em alguns casos, a causa não é clara.

Quem sofre?

Certamente, este tipo de queixa é uma das formas mais comuns de queda de cabelo. O eflúvio telógeno não parece ter uma predileção por determinados grupos étnicos.

A maioria dos especialistas divide o eflúvio telógeno em variantes agudas e crônicas. O tipo agudo pode ocorrer em qualquer idade, incluindo lactentes e crianças. No entanto,  mulheres são mais propensas a apresentar o eflúvio telógeno agudo do que os homens. Já o tipo crônico, é muito menos comum que a variante aguda e é mais frequentemente diagnosticado em mulheres entre as idades de 30 e 60 anos.

Por que ocorre a queda de cabelo?

O excesso de queda de cabelo que caracteriza o eflúvio telógeno ocorre como resultado da regulação alterada do ciclo de crescimento do folículo piloso. Normalmente, cada folículo apresenta três fases principais:

  1. anágena (crescimento)
  2. catágena (transformação)
  3. telógena (repouso)

O final da fase de repouso, que dura de quatro a seis semanas é marcado pela queda do cabelo. Na ausência de desordens no couro cabeludo ou no cabelo, 50 a 150 cabelos tipicamente são perdidos a cada dia.

O eflúvio telógeno ocorre quando a proporção de folículos capilares na fase de repouso aumenta significativamente, resultando na queda marcante do cabelo. Apenas cerca de 10% dos folículos estão na fase telógena. No eflúvio telógeno, estima-se que 7 a 35 por cento dos folículos (que normalmente teriam permanecido na fase de crescimento) mudam para a fase de repouso.

O mecanismo de perda de cabelo no eflúvio telógeno não é completamente compreendido. É geralmente aceito que um evento fisiológico identificável ou oculto estimula uma mudança no ciclo folicular.

Quais as causas?

Uma ampla variedade de fatores tem sido associada à indução da queda de cabelo.

As potenciais causas para a queda de cabelo incluem:

  • doença aguda ou crônica
  • Doença vascular do colágeno
  • doença febril
  • Cirurgia importante
  • Pós Parto (telógeno gravídico)
  • Perda de peso rápida
  • Restrição dietética calórica
  • Deficiências nutricionais
  • Anemia por deficiência de ferro
  • Deficiência de zinco
  • Distúrbios endócrinos (por exemplo, hipotireoidismo ou hipertireoidismo)
  • Drogas, suplementos ou toxinas
  • Estresse emocional significativo
  • condições inflamatórias do couro cabeludo (por exemplo, dermatite seborréica)
  • Condições infecciosas que afetam o couro cabeludo (por exemplo, fungos, bactérias, vírus ou espiroquetas)

A relação entre os níveis séricos de ferritina ou vitamina D  e queda de cabelo é controversa. Estudos avaliando a relação entre os níveis séricos de ferritina e o eflúvio telógeno produziram resultados conflitantes , contribuindo para a contínua incerteza sobre a relação entre essas condições.Bem como o valor da suplementação de ferro em pacientes não anêmicos.

O que acontece?

O principal achado clínico no eflúvio telógeno é uma redução aguda ou crônica da densidade capilar do couro cabeludo. Menos de 50% do cabelo do couro cabeludo é normalmente perdido. Portanto, a progressão para completar a calvície não ocorre. A boa notícia é que você não ficará careca.

Como apenas uma parte do cabelo é perdida, a gravidade da perda pode não ser prontamente aparente em pessoas com histórico de cabelos volumosos. Nesses casos, a queixa e a visualização de fotografias anteriores podem fornecer uma ideia mais clara da alteração na densidade do cabelo.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do eflúvio telógeno geralmente pode ser feito com base na história do paciente, no exame físico e no teste de puxada capilar. O reconhecimento de queda de cabelo não inflamatória e difusa deve levantar a suspeita clínica deste tipo de queda de cabelo. A biópsia do couro cabeludo não é necessária na maioria dos casos.

Os principais questões são:

  • Quando começou, há quanto tempo dura e possíveis causas
  • Quantidade estimada de cabelo perdido diariamente, aparência de fios de cabelo perdidos [cabelos intactos ou quebrados?]
  • Doença médica recente ou crônica
  • Grandes cirurgias
  • Perda de peso rápida
  • Dietas restritivas
  • Parto recente
  • Anemia por deficiência de ferro
  • Deficiência nutricional ( zinco, proteína)
  • Distúrbio da tireoide
  • Estressores psicológicos
  • Droga e suplemento nutricional
  • História de exposição a substâncias tóxicas
  • História familiar de doença de cabelo

Além disso, a história clínica pode fornecer pistas de que um distúrbio de perda de cabelo diferente (ou concomitante) está presente. A história menstrual e reprodutiva das mulheres pode levar à consideração da possibilidade de alopecia androgenética devido ao excesso de andrógeno (hormônio masculino).

Exame físico – Os pacientes devem receber um exame cuidadoso da pele do couro cabeludo. Inflamação, pústulas e cicatrizes não são características do eflúvio telógeno isolado. Por este motivo é sempre importante procurar um médico capacitado. A investigação além da história clínica e do exame físico não é necessária para o diagnóstico da maioria dos pacientes com eflúvio telógeno. Entretanto, exames adicionais podem ser úteis para avaliar pacientes nos quais o diagnóstico não é claro.

Exames laboratoriais

O objetivo da avaliação laboratorial é identificar uma causa orgânica. Os seguintes exames complementares podem ser pedidos:

  • Hemograma completo (para avaliar anemia, particularmente útil na primeira avaliação)
  • Painel metabólico completo (para avaliar sinais de doença subjacente)
  • Hormônios da tireoide
  • Ferro e Ferritina

A seleção de estudos laboratoriais adicionais é guiada pela necessidade de descartar distúrbios no diagnóstico diferencial.  O seu médico pode auxiliar neste caminho.

Medicamentos que causam queda de cabelo

Sempre importante lembrar que diversos medicamentos contribuem para a queda de cabelo. Entre eles podemos citar:

  • Acitretina
  • Metais Pesados
  • Hormônios Amantadine
  • Amiodarona
  • Isotretinoína
  • Anticoagulantes
  • Cetoconazol
  • Anticonvulsivantes
  • Lítio
  • Penicilamina
  • Captopril
  • Medicamentos para baixar o colesterol (estatinas)
  • propanolol
  • Cimetidina
  • Ácido Valpróico
  • Colchicina
  • Terapia hormonal com testosterona

Como tratar?

Geralmente, este tipo de queda de cabelo é um distúrbio reativo e reversível. Portanto, identificar e corrigir a causa é o componente mais importante. Técnicas para camuflagem de perda e suporte psicológico são s úteis para gerenciar os efeitos psicossociais desta condição.

Embora a melhora espontânea seja esperada para pacientes com eflúvio telógeno relacionado a um evento isolado (por exemplo, parto), é importante tratar a causa primária . Por exemplo, o tratamento para uma doença associada ou deficiência dietética pode ser feito. Se houver suspeita de queda de cabelo induzida por medicamentos, o remédio em questão deve ser descontinuado por pelo menos três meses para determinar melhora dos sintomas.

Medidas cosméticas – A consulta com um cosmetologista pode ajudar os pacientes a identificar medidas que minimizem os efeitos da queda de cabelo. Técnicas de estilo e coloração e próteses de cabelo podem ser úteis para camuflar a perda. O transplante de fios não é indicado para pacientes com eflúvio telógeno.

Suporte psicológico – A perda de cabelo pode ter um profundo impacto psicossocial. Assim, a consideração do bem-estar emocional do paciente é um componente importante. As preocupações do paciente devem ser tratadas pelo médico de uma maneira sensível. Além disso, a educação sobre o ciclo de crescimento do cabelo e o curso esperado do eflúvio telógeno (incluindo uma explicação de que a perda de cabelo completa não deve ocorrer), pode ajudar a tranqüilizar.

Outros tratamentos – A eficácia do minoxidil tópico e uma variedade de suplementos nutricionais no eflúvio telógeno não é clara.

Minoxidil tópico – O minoxidil tópico é usado principalmente para o tratamento de alopecia androgenética masculina e feminina (causada pelo aumento dos hormônios masculinos). A droga promove o crescimento do cabelo, prolongando a fase de crescimento, encurtando a de repouso e ampliando os folículos capilares miniaturizados. Procure um médico capacitado para saber mais sobre esta medicação.

Suplementos –  Pessoas com deficiência de algum micronutriente podem se beneficiar da reposição dos mesmos. Ficar atento ao ferro, vitamina D e zinco principalmente.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter. Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

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Excesso de pelos: por que surgem e como controlá-los

Excesso de pelos: por que surgem e como controlá-los

Pelos são comuns em todos os corpos, em diversos lugares e quantidades. Cada pessoa apresenta suas próprias características quanto a isso e, na maioria das vezes, elas são naturais e saudáveis. Todavia, em alguns casos, pode existir excesso de pelos, incomum para aquele organismo.

Esse excesso é mais facilmente identificado em mulheres, que comumente apresentam pouco pelo corporal e facial. Ainda assim, homens, mesmo que sejam naturalmente mais predispostos a terem muitos pelos, podem perceber um excesso, principalmente em locais não tão comuns. Se isso acontecer, o que significa? E o que fazer?

Entendendo o excesso de pelos

Inúmeras condições podem ser a causa para o problema. Conheça as principais:

Hirsutismo

Este é o nome dado para o excesso de pelos em mulheres. Os pelos surgem em locais tipicamente masculinos, como rosto, abdômen ou costas. Podem até mesmo vir acompanhados de outros sintomas, como menstruação desregulada, problemas de fertilidade, aumento da massa muscular, engrossamento da voz ou acne. Isso tudo porque o hirsutismo é resultado de um desequilíbrio hormonal.

De 5% a 8% das mulheres em idade fértil podem apresentar o transtorno, que ocorre pelo aumento de andrógenos no corpo, hormônios mais presentes, normalmente, nos homens. A razão mais provável para o desenvolvimento de hirsutismo é a síndrome dos ovários policísticos, mas outras devem ser consideradas antes de se chegar a um diagnóstico, como a obesidade ou a Síndrome de Cushing.

Hipertricose

Esta é uma patologia que consiste no excesso de pelos em geral. Não possui razões de origem hormonal.Na maioria das vezes, trata-se de hereditariedade. Os pelos podem nascer nos braços, pernas e rosto.

Genética

A hipertricose é uma patologia, mas nem sempre há algo de errado com pelos excessivos, medicamente falando. Às vezes, trata-se apenas de como a genética funcionou para você. Se há membros na família com o mesmo problema, as chances de que os descendentes também a tenham são altas.

Anabolizantes ou medicamentos

O uso de anabolizantes aumenta os níveis de testosterona no organismo, o que, naturalmente, aumenta a quantidade de pelos no corpo. Certos medicamentos, como alguns usados para tratar endometriose, oferecem um risco parecido.

O que fazer?

Para resolver esse problema, o melhor é procurar uma combinação de profissionais para te ajudar. Primeiramente, você precisa saber a causa desse excesso, o que só será possível com um diagnóstico. Endocrinologistas são os especialistas ideais, já que tratam do equilíbrio hormonal e poderão confirmar ou descartar causas dessa área.

Em seguida, você precisará seguir com o tratamento médico informado, se for necessário, e procurar procedimentos estéticos, como a depilação definitiva, por exemplo. Essa união de procedimentos ajudará a se livrar do excesso de pelos para valer e a recuperar a sua autoestima.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

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