Dra. Adriana Pessoa

Tumores da hipófise: sintomas e tratamentos

Tumores da hipófise: sintomas e tratamentos

A hipófise, também chamada de pituitária, é considerada a principal glândula do corpo humano e está localizada na base do cérebro. A sua principal função é regular as outras glândulas do corpo, como a adrenal, a tireoide, os testículos e os ovários. Chamamos de tumor de hipófise quando há um aumento excessivo de tecido e células dentro da hipófise.

As causas para o aparecimento do tumor da hipófise são desconhecidas, mas sabe-se que em uma pequena porcentagem de pacientes ele aparece devido a histórico familiar.

Tipos de tumores da hipófise

Os tumores da hipófise podem ser de dois tipos: adenoma ou craniofaringioma. O mais frequente são os adenomas, tumores benignos que não se espalham pelo organismo. Em alguns casos essas mutações podem ser transmitidas hereditariamente, dos pais para os filhos.

Com menor incidência, o craniofaringioma se origina dos restos embrionários das células que deram origem à glândula.  Normalmente se trata de um tumor congênito presente desde o nascimento, mas que pode se desenvolver lentamente até a idade adulta. Os craniofaringiomas são geralmente benignos, porém podem causar sintomas pelo crescimento do tumor e consequente compressão de estruturas adjacentes.

Sintomas do tumor da hipófise

Por controlar outras glândulas do corpo a produzir seus hormônios, quando surge um tumor nessa região, vários sintomas podem estar presentes, como alterações na tireoide, infertilidade ou aumento da pressão, por exemplo. Normalmente, os sintomas estão relacionados aos hormônios afetados.

Se houver alteração na prolactina, por exemplo, pode causar diminuição da libido e alterações menstruais. Alterações no hormônio do crescimento podem gerar dores articulares, crescimento dos pés e das mãos e diabetes.

O diagnóstico de tumor na hipófise é feito com base nos sintomas e por meio de exames de sangue e exames de imagem como ressonância magnética ou tomografia computadorizada, em alguns casos, o médico pode solicitar uma biópsia.

Tratamentos tumor da hipófise

O tratamento para um tumor da hipófise depende do tipo de tumor, do tamanho e do seu crescimento no cérebro. Eles podem ser tratados com medicamentos, radioterapia, cirurgia ou com a combinação de tratamentos. A indicação dependerá de outros fatores como idade do paciente, saúde e estilo de vida.

Normalmente, a cirurgia é indicada para os casos de tumores grandes, com compressão de estruturas vizinhas. Existem dois tipos de cirurgias, a transesfenoidal e a cirurgia por via transcraniana. A primeira opção é a mais utilizada e é feita com uma incisão dentro do nariz, com anestesia geral. A cirurgia por via transcraniana é feita diretamente no crânio, com um corte lateral ou superior da calota craniana. A cirurgia é realizada com anestesia geral.

A escolha e acompanhamento do tratamento deve ser feito pelo neurologista e endocrinologista, com exames que devem ser realizados regularmente.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

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5 disfunções endócrinas que podem levar à obesidade

5 disfunções endócrinas que podem levar à obesidade

A obesidade, problema que atinge mais de 2 bilhões de pessoas no mundo, tem entre suas causas a má alimentação, aliada a uma vida sedentária. Entretanto, outra possível causa para a doença é a disfunção endócrina.

O sistema endócrino é responsável pela produção de hormônios. Eles são secretados no sangue e vão regular diferentes células e tecidos do organismo. 

As principais glândulas endócrinas são hipófise, tireoide, paratireoide, pâncreas, suprarrenal, ovários e testículos. A disfunção de uma delas pode comprometer toda nossa saúde levando, inclusive, ao sobrepeso. 

Abaixo estão listadas algumas disfunções endócrinas que podem levar à obesidade

Hipotireoidismo

É uma doença do sistema endócrino em que a glândula tireoide não produz hormônios em quantidade suficiente, deixando o metabolismo muito lento e dificultando a tarefa de gastar calorias. Os sinais e sintomas mais comuns de hipotireoidismo são inchaço, principalmente nas pernas e nos olhos, dor de cabeça, pele seca, constipação, sensação de frio, depressão, sonolência e pressão alta.

Síndrome de Cushing

Essa síndrome faz com que o corpo produza cortisol (hormônio do estresse)  em excesso, devido a um problema na hipófise ou na suprarrenal. Os sinais e sintomas desse problema são bem típicos: face arredondada e obesidade do tronco, em contraponto a pernas e braços finos. 

Síndromes hipotalâmicas

Problemas no hipotálamo, região do cérebro que produz hormônios essenciais para o corpo, podem levar ao excesso de peso e gordura corporal. O hipotálamo manda o estímulo à hipófise, que estimula outras glândulas, como ovários e testículos, por exemplo. Por isso que, quando o hipotálamo e/ou a hipófise falham, os outros hormônios ficam desregulados.

Diabetes

Diabetes é uma doença causada pela falta ou mal funcionamento da insulina. Ela é responsável por estocar glicose dentro das células, que utilizarão esse carboidrato como fonte de energia para a realização de suas funções vitais. Com o excesso dessa substância, mais glicose é estocada e se transforma em tecido gorduroso, processo chamado de lipogênese.

Síndrome dos Ovários Policísticos

Nesta síndrome, as mulheres apresentam aumento na produção de hormônios androgênios e elevação dos níveis de insulina, aumentando o risco de diabetes. A grande maioria das pacientes apresenta sobrepeso ou uma grande dificuldade de manter o peso ideal. 

Outro problema ligado ao sistema endócrino e que pode levar à obesidade

Pessoas que sofrem de insônia produzem menores quantidades de leptina – hormônio capaz de controlar a sensação de saciedade. Isso mostra o quanto o sono está relacionado aos fatores preventivos do excesso de gordura corporal.

Durante o sono, os níveis de leptina aumentam, sinalizando que temos energia suficiente para o momento. Na privação do sono, os níveis de leptina diminuem resultando no aumento da fome e no armazenamento das calorias ingeridas

É preciso lembrar que a obesidade é uma doença e que precisa haver tratamento específico. Ele pode envolver medicamentos e, obrigatoriamente, mudança no estilo de vida, com dieta e exercícios.

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Mitos e verdades sobre alimentação saudável

Mitos e verdades sobre alimentação saudável

Ter uma alimentação saudável, consumir alimentos orgânicos, comer um tipo de carboidrato por refeição, evitar qualquer tipo de gordura, variar o cardápio… São tantas recomendações para se ter uma boa alimentação, que, às vezes, é difícil saber o que realmente faz bem ou faz mal.

Por isso, separei alguns mitos e verdades da alimentação saudável para ajudá-los no dia a dia. Vamos conferir?

Fatos sobre alimentação saudável

É imprescindível comer de três em três horas.

Mito. O nosso organismo não é um relógio. O importante é fazer lanches entre as refeições principais, não comer sem fome e pensar na qualidade da alimentação como um todo. 

Comer carboidrato à noite engorda.

Mito. Tudo depende do metabolismo da pessoa. Como dito anteriormente, o importante é não ficar com fome, principalmente à noite. A fome pode prejudicar não só o seu organismo como também o seu sono, que pode ficar mais agitado devido à fome. Carboidrato não é o vilão. Excesso de carboidrato, sim.

Alimentos orgânicos são mais saudáveis.

Mito. Os alimentos orgânicos são menos expostos a agrotóxicos, o que não quer dizer que possuem mais nutrientes que os não-orgânicos.

Nem toda gordura faz mal para o corpo.

Verdade. Alguns tipos de gordura são importantes para uma alimentação saudável, como amêndoas e abacates. Além disso, as gorduras contidas em alguns alimentos naturais reduzem os riscos de doenças do coração e infarto. A dica é saber qual a gordura deve ser cortada da dieta.

Ovo é o segundo alimento mais completo que existe.

Verdade. O ovo é o segundo alimento mais completo que existe, perdendo apenas para o leite materno. Apesar de realmente possuir alto teor de colesterol, menos da metade dele é absorvido no organismo. Além disso, o ovo contém uma substância chamada lecitina que impede a absorção do colesterol ruim (LDL) e levemente aumenta o bom (HDL).

Ele é rico em vitaminas, nutrientes, antioxidantes (luteína e zeaxantina) e proteínas de alto valor biológico, promovendo saciedade, o que faz diminuir a fome.

Glúten engorda.

Mito. Não é o glúten em si que engorda, mas o alto consumo de produtos que o contêm. 

A granola nem sempre é um aliado da dieta.

Verdade. Apesar de conter aveia, frutas secas e amêndoas, ela possui grandes quantidades de açúcar. Na maioria das vezes, é mais indicado consumir os ingredientes separadamente.

Barra de cereal não é um lanche saudável.

Verdade. Embora as amêndoas e frutas secas façam parte de uma alimentação saudável, as barrinhas de cereal possuem corantes artificiais e outros ingredientes não saudáveis. O melhor é consumir as amêndoas e frutas secas sem incrementos.

Café faz mal.

Mito. O café contém grandes quantidades de antioxidantes, previne o desenvolvimento de diabetes do tipo 2, além de doenças degenerativas, como Parkinson e Alzheimer. O que faz mal é consumir a bebida em excesso.

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Conheça os principais sintomas da menopausa

Conheça os principais sintomas da menopausa

Menopausa é o nome dado à última menstruação, que ocorre, em geral, entre os 45 e os 55 anos, devido à interrupção da produção dos hormônios femininos pelos ovários. Quando ocorre por volta dos 40 anos, é chamada de menopausa precoce ou prematura.

É importante ressaltar que a principal característica da menopausa é a parada da menstruação. Por isso, ela não deve ser confundida com o climatério, que é o período de transição do período reprodutivo, ou fértil, para o não reprodutivo na vida da mulher. Dessa forma, a menopausa é um fato que ocorre durante o climatério. No climatério há uma diminuição das funções ovarianas, fazendo com que os ciclos menstruais se tornem irregulares, até cessarem por completo.

O diagnóstico da menopausa só pode ser feito depois que a mulher passou doze meses sem menstruar. Já o diagnóstico do climatério pode ser feito com base nos sintomas, exame clínico e alguns exames laboratoriais de sangue. 

Sintomas da menopausa

A maioria das mulheres começam a apresentar os sintomas da menopausa já no início do climatério, que aumentam com a diminuição progressiva das concentrações de hormônios femininos.

Entre os principais sintomas da menopausa estão:

  • Sintomas vasomotores: mais conhecidos como ondas de calor ou fogachos, ele causa momentos súbitos de sensação de calor no rosto, pescoço e parte superior do tronco, que podem vir acompanhados de sudorese, palpitações cardíacas, vertigens e fadiga muscular. Esse sintoma atinge 80% das mulheres na menopausa;
  • Síndrome geniturinária (SGM): caracterizado por alterações na vulva, vagina, uretra e bexiga, ressecamento vaginal, dor à penetração e diminuição da libido;
  • Irregularidades no ciclo menstrual: irregularidades dos ciclos menstruais e na quantidade de fluxo sanguíneo;
  • Alterações no corpo: é possível que a falta do hormônio cause a diminuição do brilho da pele, deixe as unhas mais quebradiças e favoreça a concentração de gordura na barriga;
  • Sintomas urogenitais: algumas mulheres relatam dificuldade para esvaziar a bexiga, dor para urinar, incontinência urinária e infecções frequentes;
  • Irritabilidade ou depressão: o estrogênio está associado a sentimentos de bem-estar e autoestima. Sua diminuição no organismo pode levar ao aumento de momentos de irritabilidade, choro descontrolado, depressão, distúrbios de ansiedade, perda de memória e insônia;
  • Osteoporose: devido à ausência de estrogênio, após a menopausa, a mulher pode sofrer de osteoporose, doença que causa enfraquecimento ósseo;
  • Risco aumentado de doenças cardiovasculares: a doença coronariana é a principal causa de morte depois da menopausa.

Tratamentos para a menopausa

O principal tratamento para a menopausa é a terapia hormonal. Esta consiste na reposição dos hormônios estrogênio e progesterona por meio de medicamentos. Seu principal objetivo é melhorar a qualidade de vida da mulher. Porém, existem contraindicações que devem ser avaliadas, tais como o risco de doenças cardiovasculares, trombose, câncer de mama e de endométrio, distúrbios hepáticos e sangramento vaginal de origem desconhecida.

Por isso, é importante conversar com o seu médico. Sendo essencial avaliar os aspectos positivos e negativos, de acordo com o seu quadro. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa. Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

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Qual melhor tipo de dieta para o paciente com diabetes tipo 2?

Qual melhor tipo de dieta para o paciente com diabetes tipo 2?

Relacionada principalmente ao sobrepeso, ao sedentarismo e aos hábitos alimentares inadequados, a diabetes tipo 2 pode ser tratada com uma alimentação saudável, aliada à prática de atividades físicas.

Essa troca de hábitos pode ser difícil no início, pela mudança nos tipos de alimentos a serem consumidos, considerando ser uma dieta específica para diabéticos, ou seja, pobre em açúcares e carboidratos.

Neste artigo, você vai saber quais alimentos introduzir nessa dieta. Confira!

O que comer

A melhor dieta a se seguir é a que privilegia alimentos que ajudem a regular os níveis glicêmicos. Entre os eles estão: 

  • vegetais, verduras e frutas, exceto os muito ricos em açúcares;
  • grãos integrais, como arroz e cereal integral;
  • azeite extravirgem;
  • peixes ou alimentos ricos em ômega 3;
  • alimentos ricos em fibra;
  • alimentos ricos em antioxidantes;
  • alecrim e orégano;
  • canela e açafrão;
  • leguminosas e tubérculos em quantidades moderadas;
  • adoçantes não calóricos — com moderação; 
  • leite desnatado e queijo branco;
  • água mineral e bebidas sem açúcar.

Dieta mediterrânea recomendada para diabetes tipo 2

Entre as opções de alimentação, está a dieta mediterrânea. Esta faz referência os hábitos dos países banhados pelo Mar Mediterrâneo, principalmente o sul da Itália, a Grécia e o sul da Espanha. 

Fazem parte dessa dieta: azeite de oliva, peixes de água salgada, oleaginosas, como as amêndoas, nozes e castanhas, frutas e legumes, grãos integrais, leguminosas, além de vinho tinto, queijos e iogurtes.

 Ela se tornou famosa entre os diabéticos porque privilegia alimentos que possuem ação anti-inflamatória, limitando o consumo de massas e pães feitos com farinha branca — exatamente o que o paciente precisa retirar da alimentação.

O que deve ser evitado

Os alimentos proibidos para quem tem diabetes tipo 2 são aqueles ricos em açúcar ou carboidratos simples. Entre eles estão: bolos, biscoitos, lanches, massas, pão e arroz branco, mel, geleia de frutas, compotas, marmelada, produtos de confeitaria e pastelaria. 

Também é preciso tirar da alimentação chocolates, guloseimas e doces em geral.  Porém, a sobremesa não é totalmente proibida: pequenas porções de frutas ou chocolate amargo, com pelo menos 75% cacau, podem ser ingeridos.

É também necessário reduzir o consumo de frutas muito ricas em frutose, como bananas, damascos, figos, uvas, tâmaras e frutos secos.

Existe ainda a dúvida sobre manter, ou não, as carnes vermelhas no cardápio. Desde que não sejam gordas, elas devem ser consumidas, por causa de nutrientes como ferro e vitamina B12. Para isso, é preciso escolher sempre os cortes magros, como lagarto, patinho ou alcatra.

Além disso, bebidas açucaradas, como refrigerantes, sucos industrializados e achocolatados devem ficar fora da alimentação. O álcool também deve ser cortado radicalmente pelo paciente com diabetes tipo 2, principalmente no que diz respeito aos destilados, pois a substância atua negativamente no metabolismo da insulina. As bebidas fermentadas, como vinho e cerveja, podem ser consumidas, desde que com moderação.

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Como a flora intestinal interfere na saúde metabólica

Como a flora intestinal interfere na saúde metabólica

É por meio da alimentação que o corpo humano obtém energia para sobreviver. Os alimentos ingeridos passam pelo sistema digestivo para serem absorvidos. No intestino grosso, na região do cólon, está a flora intestinal, também chamada de microbiota intestinal. Ela é composta por diversos organismos, principalmente bactérias, que ajudam na digestão. Dessa forma promovendo a absorção de vitaminas e fortalecendo o sistema imunológico.

Cada pessoa tem uma composição diferente de microbiota, que é influenciada pela alimentação. Um estudo desenvolvido pela Universidade de Washington, publicado em 2013, mostrou que as bactérias presentes no intestino influenciam no metabolismo. Os autores  concluíram que uma dieta desequilibrada muda totalmente a composição da flora.

Por isso, além de melhorar a saúde, ingerir alimentos saudáveis influencia no metabolismo. Portanto,  na forma como o corpo gasta energia, podendo favorecer  inclusive ao emagrecimento. 

Saiba mais sobre a flora intestinal

O principal benefício da microbiota para o corpo humano é a recuperação de energia a partir da fermentação de carboidratos não digeridos e da absorção de ácidos graxos de cadeia curta, como o acetato, propionato e butirato. 

Além disso, o metabolismo é ainda favorecido pela liberação de vitamina K, vitaminas B7 e B9, cálcio, ferro, magnésio, dentre muitas outras moléculas.

Sem a microbiota, o cólon perde suas funções e se torna doente, podendo levar à disbiose, ou ao desequilíbrio da flora intestinal. Nesses casos, as bactérias saudáveis são dominadas pelas nocivas, que causam putrefação, gases e até ganho de peso. Além disso, um cólon doente deixa o sistema imune inativo e expostos a diversas doenças.

Metabolismo

Uma das funções do corpo é digerir alimentos, absorver nutrientes, enviando-os para fornecer energia para todas as nossas células. Todo esse processo é conhecido como metabolismo, que se define como a velocidade em que as células quebram os nutrientes dos alimentos para transformá-los em energia muscular, química, elétrica, entre outras.

 

Com o passar da idade, a partir dos 23 anos, a fase de crescimento cessa totalmente, o gasto de energia corporal começa a declinar e o metabolismo fica mais lento. A consequência é o acúmulo de energia, facilitando assim o ganho de peso.

Alimentos que favorecem a microbiota

Alimentos naturais e integrais são aliados das bactérias saudáveis do cólon, ao passo que alimentos industrializados e fast foods são aliados das bactérias consideradas nocivas.

Ter uma alimentação balanceada e rica em fibras é muito importante para manter a microbiota saudável. As fibras são prebióticos e funcionam como alimento para as bactérias benéficas, os probióticos, conhecidos por serem adicionados às bebidas lácteas ou aos iogurtes. Alimentos como frutas, vegetais, grãos, sementes e cereais são as melhores fontes de fibras para o organismo.

Dessa forma, ter uma boa colonização de bactérias na flora intestinal significa um bom funcionamento do trato gastrointestinal, que pode levar à perda de peso, além de melhorar a qualidade do sono e a disposição. 

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Exercício: qual melhor horário para praticar

Exercício: qual melhor horário para praticar

As pessoas que se exercitam de manhã parecem perder mais peso do que as que praticam os mesmos exercícios no final do dia. Este foi o resultado de novo estudo publicado em julho de 2019 na revista médica International Journal of Obesity (1). As descobertas ajudam a esclarecer a difícil questão: por que algumas pessoas perdem peso considerável com exercício e outras quase nada?

A relação entre exercício e peso corporal é um pouco confusa. Múltiplos estudos anteriores mostram que a maioria das pessoas que pratica exercícios para perder peso nem sempre é efetiva.

Em um estudo publicado em 2015 (2), os pesquisadores tentaram descobrir o que distinguiu os maiores perdedores daqueles que perderam menos, descobriram surpreendentemente poucas diferenças. Em consonância com outros estudos recentes, eles descobriram que alguns participantes, especialmente homens, começaram a comer mais do que antes do estudo. Embora este acréscimo tenha  sido de apenas 100 calorias por dia.

Cronobiologia: como o horário influencia o peso

A ciência da cronobiologia, que estuda as maneiras pelas quais, quando fazemos algo, altera a forma como nossos corpos reagem. É de grande interesse agora. Dessa forma, estudos recentes analisaram como o momento das refeições afeta o controle de peso. Questionando também se o exercício antes ou depois do café da manhã é importante. Mas muito menos se sabe se o momento do exercício, por si só, influencia se as pessoas perdem peso com os treinos.

Assim, para o novo estudo, pesquisdores analisaram seus dados novamente, desta vez observando quando as pessoas tinham realizado o treino.

Naquele estudo, os participantes podiam visitar a academia sempre que desejavam entre 7h e 19h. Os cientistas acompanharam a ingestão de calorias de todos os indivíduos e os hábitos diários de movimentação durante os 10 meses. Verificaram a mudança de peso em relação aos horários de exercícios e notaram um padrão consistente.

Qual o melhor horário para praticar exercício

As pessoas que normalmente se exercitavam antes do meio-dia tinham perdido mais peso, em média, comparado aqueles que se exercitavam depois das 3 da tarde. (Por razões desconhecidas, muito poucas pessoas foram ao ginásio entre o meio-dia e 3).

Os pesquisadores descobriram algumas outras diferenças, possivelmente relevantes, entre os praticantes de manhã e de final de dia. O grupo de exercício precoce tendeu a ser um pouco mais ativo ao longo do dia. Eles contabilizaram maior número de passos dados, quando comparados aqueles que treinavam  mais tarde. Também comeram um pouco menos, embora a diferença fosse de apenas 100 calorias por dia em média.

Embora o estudo não tenha sido projetado desde o início para aprofundar a cronobiologia do exercício e do peso. Os pesquisadores não haviam designado aleatoriamente pessoas para trabalhar em horários específicos. Portanto os vínculos entre o tempo de exercício e a perda de peso que eles observaram em sua reanálise poderiam ser um achado do estudo com pouca relevância.

Ainda assim, as associações estatísticas eram fortes, diz o pesquisador Dr. Willis. “Com base nesses dados, eu diria que o tempo de exercício pode desempenhar um papel em se e em que medida as pessoas perdem quilos com exercícios.”

Importante salientar que qualquer exercício a qualquer hora do dia é melhor que nenhum. Portanto, se você não consegue praticar atividade física pela manhã continue a sua rotina à tarde ou à noite.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter. Certamente, ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

Referências

  1. The effects of exercise session timing on weight loss and components of energy balance: midwest exercise trial
  2. Energy intake, nonexercise physical activity, and weight loss in responders and nonresponders: The Midwest Exercise Trial 2.
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Como um endocrinologista pode melhorar seu desempenho esportivo

Como um endocrinologista pode melhorar seu desempenho esportivo

O médico endocrinologista é um especialista hormonal. Ele atua no tratamento das doenças de tireoide, hipófise, ovários, testículos, pâncreas, adrenal, paratireoide e assim por diante. Além disso, ele é responsável por tratamentos relacionados a baixo peso, obesidade, falta de nutrientes (vitaminas e sais minerais, por exemplo) e gordura no sangue.

O médico endocrinologista esportivo, por sua vez, tem conhecimentos que vão além do metabolismo e hormônios. Entende com profundidade a medicina e fisiologia do esporte, a nutrologia e nutrição esportivas e as bases do treinamento físico. Dessa forma, trabalha diretamente na melhora do desempenho esportivo de atletas.

Confira neste artigo como um médico endocrinologista pode melhorar o seu desempenho nos esportes.

O que um médico endocrinologista pode fazer pelo desempenho esportivo

Quem pratica algum tipo de atividade física, como musculação, por exemplo, sabe que o esforço físico, por si só, não é suficiente para se alcançarem os melhores resultados. Ele deve ser combinado com uma dieta saudável e equilibrada, hidratação e tempo adequado de descanso.

Fatores além do esforço e dedicação do atleta ou praticante também devem ser levados em consideração para a sua evolução. Nesse sentido, as questões hormonais e metabólicas são exploradas e podem ser solucionadas pelos médicos endocrinologistas.

A regulação hormonal é fundamental para o dia a dia dos atletas, sejam amadores ou profissionais. As razões são bem consistentes, uma vez que os hormônios influenciam não apenas na performance atlética do indivíduo, mas também em na diminuição do seu percentual de gordura, construção de músculos, controle do gasto de calorias e outros elementos.

O endocrinologista esportivo atua para melhorar o desempenho do atleta, ao identificar deficiências hormonais no seu organismo, após queixas características. É importante lembrar que cada pessoa tem níveis individuais de produção hormonal, o que influencia diretamente no seu modelo de dieta e no tipo de exercícios que deverá realizar para alcançar seus objetivos.

Doenças da tireoide e performance esportiva

Doenças como hipertireoidismo e hipotireoidismo também podem atrapalhar os resultados de atletas, mesmo seguindo à risca os treinos e plano de alimentação. Em ambos os casos, o trabalho do endocrinologista se torna fundamental, uma vez que hormônios desregulados podem causar complicações sérias de saúde.

De modo geral, o endocrinologista é o médico que identifica qualquer tipo de deficiência hormonal do indivíduo. Por isso, ele pode mudar completamente a rotina de treinos, de alimentação e de suplementação do atleta.

Com esse acompanhamento, o desempenho esportivo do atleta de alta performance será muito mais bem aproveitado.

 

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O que acontece com o corpo durante a andropausa?

O que acontece com o corpo durante a andropausa?

É provável que qualquer pessoa já tenha ouvido falar na menopausa, que é o período em que os hormônios femininos sofrem queda na sua produção, o que ocorre perto da terceira idade. Assim como a menopausa afeta o público feminino, a andropausa pode atingir os homens com mais de 60 anos e gera sintomas bem específicos. Por isso, a andropausa é também conhecida como a menopausa masculina.

O que é a andropausa?

Andropausa é o período em que a produção da testosterona, que é o hormônio sexual masculino, diminui. Apesar de ser comparada à menopausa, ela ocorre com menos intensidade, uma vez que, mesmo com níveis mais baixos, a testosterona permanece dentro da quantidade esperada e o ciclo fértil não é encerrado, como acontece com as mulheres.

Sendo mais comum em homens com 60 anos ou mais, a andropausa também pode acontecer precocemente em homens de 35 a 40 anos de idade. Os primeiros sintomas são as disfunções sexuais, combinadas com os transtornos emocionais.

Além da idade, existem fatores que podem acelerar a andropausa. Veja, a seguir, quais são eles.

Fatores que contribuem para a andropausa

A andropausa não ocorre exclusivamente pela idade. Fatores hereditários e hábitos de vida também podem interferir na queda da produção da testosterona.

A ocorrência da diminuição do hormônio testosterona pode estar relacionada às seguintes causas: perda de massa muscular, síndrome metabólica, obesidade, distúrbios na tireoide, hipertensão, uso de cigarro, consumo excessivo de bebida alcoólica, diabetes tipo 2, estresse, insuficiência renal e ação de medicamentos.

Mudanças durante a andropausa

Para você entender melhor, vamos explicar como a queda de testosterona ocorre, com a chegada da idade.

Quando o homem atinge os 40 anos (pode acontecer antes disso também), a produção de testosterona diminui aproximadamente 1%, por ano. No entanto, ocorrem três tipos de redução no início desse processo.

Primeiramente, há baixa na taxa de testosterona livre, a TL. Ocorre a queda da testosterona relacionada com a albumina e acontece também a redução dos níveis de globulina ligadora de hormônios sexuais, a SHBG.

Essas são as primeiras fases de diminuição na produção de testosterona pelas quais o homem passa. Depois dos 55 anos, ocorre a diminuição gradativa da testosterona total.

Isso significa que, aos 75 anos de idade, o homem tem os níveis do hormônio sexual masculino reduzidos representando 65% da capacidade hormonal de um homem de 25 anos.

Tratamento para andropausa

A grande dúvida dos homens é se existe tratamento para a andropausa. O tratamento indicado varia de acordo com cada caso. Por exemplo, se for é consequência de uma doença específica, é possível tratar a causa base.

Em alguns casos, pode ser indicada também a reposição hormonal, mas não será resgatada a juventude do indivíduo. Essa reposição oferecerá redução dos sintomas incômodos. O tratamento é individualizado e deve sempre ser orientado por um médico capacitado.

 

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Depressão e Excesso de Peso

Depressão e Excesso de Peso

Tanto a obesidade quanto a depressão são problemas de saúde  significativos. De acordo com estudos recentes, estas enfermidades custam à economia global trilhões de dólares todos os anos.

Pesquisas anteriores observaram que a depressão geralmente aparece em pessoas com sobrepeso ou obesas (1). No entanto, a relação de causa e consequência permanecia uma incógnita no mundo cientifico.

Dessa forma, para obter uma melhor compreensão desse complicado relacionamento, pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido, uniram forças com cientistas da University of South Australia. Eles publicaram seus resultados (2)  no International Journal of Epidemiology  em novembro de 2018.

Excesso de peso x Depressão

Conforme o estudo avaliou a questão genética para inspecionar a relação causal entre obesidade e depressão. A equipe queria entender se um índice de massa corporal (IMC) mais alto estava relacionado ao aumento do risco de depressão sem a presença de outras condições de saúde.

Os pesquisadores usaram dados genéticos e médicos de 48.000 pessoas com depressão e compararam com mais de 290.000 controles, tornando-se o maior estudo a abordar essa questão até o momento.

Impacto psicológico para culpar?

No geral, como esperado, um IMC mais alto foi associado a maiores chances de depressão. Essa associação foi mais forte em mulheres que em homens, confirmando descobertas anteriores. Mulheres com um IMC elevado tiveram um aumento de 21% no risco, em comparação com 8% nos homens.

Ao investigar indivíduos com genes predispondo-os à obesidade, mas sem os que os predispõem a condições metabólicas, como o diabetes – referido como um “perfil metabólico favorável” – os pesquisadores poderiam separar o componente psicológico da obesidade.

Em sua análise, eles foram responsáveis ​​por uma série de variáveis ​​que poderiam influenciar os resultados, incluindo posição socioeconômica, consumo de álcool, tabagismo e atividade física.

Eles descobriram que indivíduos com um perfil metabólico favorável tinham a mesma probabilidade de desenvolver depressão do que indivíduos com obesidade que carregavam genes predispondo-os a desenvolver condições metabólicas. Este efeito foi mais pronunciado nas mulheres.

Para confirmar novamente suas descobertas, eles também coletaram dados do Consórcio de Genômica Psiquiátrica. E sua segunda análise retornou resultados semelhantes, acrescentando mais peso às suas conclusões.

Excesso de peso é o vilão?

“Nossa análise genética robusta conclui que o impacto psicológico de ser obeso é susceptível de causar depressão” afirmou o pesquisador Dr. Jess Tyrrell.

Esses resultados fornecem uma visão vital, como explica o Dr. Tyrrell. “Isso é importante para ajudar os esforços direcionados a reduzir a depressão, o que torna muito mais difícil para as pessoas adotarem hábitos de vida saudáveis”.

No entanto, a relação entre obesidade e depressão é complicada e as questões permanecem. Como os autores escrevem, “não excluímos uma possível relação causal bidirecional entre IMC mais alto e depressão. Mais pesquisas são necessárias para explorar o papel causal da depressão no índice de massa corporal e na obesidade”.

Como a depressão e a obesidade podem ter impactos profundos sobre os indivíduos e a sociedade em geral, é provável que a atenção científica continue a olhar para seus elos. Enquanto isso o ideal é manter o peso saudável. Procure um profissional capacitado para auxiliar no tratamento de ambas as enfermidades.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter. Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em São Paulo!

Referências

  1. Is obesity associated with major depression? Results from the Third National Health and Nutrition Examination Survey
  2. Using genetics to understand the causal influence of higher BMI on depression
Posted by Dra. Adriana Pessoa in Todos